quarta-feira, setembro 25, 2013

joaquim ramos pinto comenta


II Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos
Brasil, Mato Grosso, Cuiabá, UFMT | 11 de setembro de 2013

Breves palavras da sessão de encerramento e apresentação do 3º Lusófono 2015 - Portugal
Joaquim Ramos Pinto | joaquim.pinto@aspea.org
Presidente ASPEA / RedeLUSO



Reforçando o compromisso para dar continuidade ao espaço de debate e troca de experiências e saberes nas comunidades lusófonas tenho o prazer de apresentar o 3º Congresso Internacional de Educação Ambiental das Comunidades e dos Países Lusófonos.

Mas, antes, gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer à organização da 21ª edição do SEMIEDU/ UFMT por acolher este evento neste destacado espaço de debate e trocas de saberes. Este foi um lugar onde a partilha dos conhecimentos e das ricas experiências entre os participantes do espaço lusófono, contribuindo para fortalecer o trabalho numa conjugação de todas e todos aqueles que querem maior diálogo e mais justiça.

Numa mistura de grande satisfação, e consciente da responsabilidade que é a realização do 3º Congresso Lusófono de EA, gostaria, em representação da Comissão Organizadora formada pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental e da Câmara Municipal da Murtosa, informar que assumimos o compromisso de continuidade chamando todas as pessoas, organizações e entidades que estiveram presentes nas organizações dos eventos anteriores e todas aquelas que se pretendam associar a esta grande comunidade.

Desta forma, para a organização do 3º Congresso Internacional de Educação Ambiental das Comunidades e dos Países Lusófonos, pretendemos organizar grupos de trabalho a partir das propostas que resultaram deste 2º Lusófono, as quais vamos resgatar das conclusões, não esquecendo o GT da Juventude, entre outros, que reclamou um espaço e que considero importante para a mobilização dos jovens. Iremos partilhar e sociabilizar todo o processo de construção do 3º Lusófono nas redes e espaços de comunicação existentes, entre eles a lista da RedeLUSO, Facebook e Blog da Rede Lusófona. Queremos que este seja um processo participativo envolvendo todas as pessoas, todas as redes e instituições ligadas ao campo da Educação Ambiental. Estamos conscientes que esta mobilização será uma tarefa difícil e por isso contamos com a colaboração de todas as pessoas interessadas.

Aqui, gostaria, mais uma vez, de exprimir o meu agradecimento à Professora Michèle Sato, incansável, apesar de todas as adversidades, por ajudar a manter vivos os diferentes espaços de comunicação e participação na Rede Lusófona, entre eles este encontro. Pois todos temos de reconhecer que organizar um evento desta natureza é um acto de coragem e de dedicação a causas tão nobres como: o fortalecimento da Educação Ambiental, a aproximação das comunidades lusófonas e a partilha de experiências e conhecimentos sobre temas da atualidade que permitem traçar novos caminhos e encontrar novas direcções com vista à construção de sociedades mais sustentáveis.

Antes de terminar gostaria de lembrar e reforçar alguns dos principais objetivos dos Encontros e Congressos Lusófonos de Educação Ambiental na expectativa de que possam ser um fio condutor à construção do 3º Congresso Internacional de Educação Ambiental das Comunidades e dos Países Lusófonos, onde incluímos a região da Galiza.



1º-Promover a divulgação de projetos de investigação científica, a troca de experiências pedagógicas, a partilha de projetos comunitários e o reforço das redes nas áreas da Educação Ambiental, Cooperação e Desenvolvimento;

2º-Promover a cooperação entre atores educativos das comunidades lusófonas capacitando-os para atuar ativamente na sustentabilidade local em articulação com a Rede PlanTEA – Rede Planetária do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global;

3º-Reforçar o papel político da Educação Ambiental, considerando a educação e o ambiente como “a chave para uma democracia do bem comum e dos bens comuns”, como referiu Pablo Meira na sua intervenção, no sentido de promover novas formas de governança em diferentes tipos de organizações políticas e da sociedade civil através de metodologias participativas e de decisão democrática.

Estou certo que com este tipo de acções podemos reforçar e dar seguimento aos debates que se têm vindo a produzir desde Estocolmo (1972), passando pelo Rio onde, após identificados e reconhecidos alguns dos problemas ambientais que afectam a Humanidade, é lançado o desafio a todos os cidadãos, colectividades, empresas e instituições para que assumam responsabilidades partilhadas na preservação e na melhoria do ambiente. Ao nível da cooperação internacional têm sido lançados desafios de se aumentarem os recursos que permitam atuar e ajudar no cumprimento das responsabilidades em matéria de ambiente no interesse de todos, sendo que o espaço lusófono tem características culturais, sociais, ambientais e políticas que merecem uma atenção especial e reforço nesta matéria, e onde todos nós temos responsabilidades.

Para finalizar, desejo os maiores sucessos para as reuniões de partilha de experiências que se venham a realizar, assim como a todos os grupos trabalho formais e informais que se irão organizar para a construção do 3º Congresso Internacional de Educação Ambiental das comunidades e dos países lusófonos, certo de que iremos ter continuidade do aprofundamento das temáticas abordadas neste congresso e na criação de laços fortes na comunidade lusófona que possibilitam o desenvolvimento de parcerias e de projetos de cooperação futuros.

Muito obrigado a todas e a todos aqueles que se envolveram direta e indiretamente na organização do 2º Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos para que este se tornasse uma realidade reforçando, uma vez mais, o papel preponderante da Profª Michèle Sato pelo seu labor e pelas respostas que tem dado em prol da Educação Ambiental no Brasil e no espaço lusófono.

Bem-haja a todas as pessoas que participaram no 2º Lusófono, na expectativa de que os resultados da sua participação possam ser registados e divulgados, disponibilizando, desde já, todos os meios disponíveis da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) para que possamos reforçar o campo da Educação Ambiental nas comunidades e nos países lusófonos.

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3 comentários:

tioherman disse...

Joaquim e demais compas na condução do II e, agora, do III Lusófono de EA. Saúdo e louvo a iniciativa e os comentários mais que pertinentes, inclusive à sugestão de enxugar o título/tema de nosso próximo e desejado encontro em Portugal. Me parece que estamos em construção e, sendo assim, gostaria de salientar a importância de consolidar o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global como importante documento que precisa de "atualialização" à luz (e porque não às sombras?) de experiências possíveis e existentes n o universo lusófono. Nesse sentido, cabe a nós e, de pronto, é um objetivo que me comprometo em buscar para a construção de um mapeamento da aplicabilidade eavanços deste documento juntamente com xs queridxs com quem tive o prazer de partilhar esses dias aqui.
Enfim, me estendi demais para um breve comentário, mas espero ter feito alguma contribuição a fala de nosso querido Joaquim.
Há-braços!

ASPEA Educação Ambiental disse...

Estimado "tioherman"
Agradeço suas palavras e sugestões, sempre pertinentes neste processo de construção do ealusofono2015.
A Rede PlanTEA e, naturalmente, o Tratado foram assumidos como linhas políticas orientadores da RedeLUSO nas conclusões do II Losófono em Cuiabá pelo que serão documentos de referências para todas as atividades a realizar no III Lusófono. Consideramos que as comunicações e contribnutos deverão assentar nos princípios do Tratado.
Em relação à Rede PlanTEA tem um caminho próprio onde muitos de nós estão envolvidos e será bem vinda ao III Lusófono 2015.
Se mais alguém se anima a juntar-se a este teu desafio será bem vindo ao espaço do II Lusófono.
Abraço com amizade e carinho
Joaquim Ramos Pito
ASPEA

ASPEA Educação Ambiental disse...
Este comentário foi removido pelo autor.