Mostrando postagens com marcador asia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador asia. Mostrar todas as postagens

sábado, junho 13, 2015

A China encara o desafio do transporte público

http://outras-palavras.net/outrasmidias/?p=161743


A China encara o desafio do transporte público

150609-Shangai2
Em resposta ao avanço do automóvel, país lança esforço gigantesco para ampliar redes de metrô. Serão 5,6 mil quilômetros — cinquenta vezes mais que no Brasil e de longe o maior sistema do mundo
Por Marcos de Sousa*, no Mobilize
Um total de 23 cidades chinesas já têm sistemas metroviários que juntos somam 2.735 km de linhas. Outros 2.853 km são planejados para a próxima década. Símbolos dessa expansão de trilhos urbanos, as metrópoles de Changai e Pequim ocupam agora o segundo e terceiro lugares no ranking de maiores redes de metrô do mundo.
O país abriu sua primeira linha de metrô na capital Pequim, em 1969. Passaram-se onze anos até que outra cidade, Tianjin, completasse sua linha inaugural, em 1980. Na década de 1980, mais duas cidades começaram a planejar metrôs, começando por Shangai, com 6,6 km em 1993, seguida por Guangzhou, em junho de 1997, com sua linha de 5 km.
A escala de investimentos necessários para a construção de um sistema de metrô moderno levou o governo a impor uma proibição, em 2002, ao início quaisquer novas construções. No entanto, essa interdição não poderia durar por muito tempo, em função das demandas provocadas pelo crescimento explosivo das cidades chinesas. O aumento da motorização, com os congestionamentos e a poluição daí decorrentes, obrigou o governo a repensar sua estratégia.
Mapa com a projeção do metrô de Shangai até 2020
A construção de metrôs recebeu um novo impulso quando Pequim venceu a concorrência para receber os Jogos Olímpicos, em 2008, e Shanghai, a Exposição Mundial de 2010. Assim, desde 2004, enormes somas foram investidas em projetos de metrô, por meio de parcerias público-privadas (PPP) e outros regimes de financiamento, permitindo esse salto a frente nas cidades chinesas. Shangai, com 570 km e 14 linhas; e Pequim com um 16 linhas e 465 km, estão agora à frente de Londres (408 km), Nova York (370 km), Seul (327 km), Moscou (325 km), Tóquio (304 km), Cidade do México (226 km), Madri (224 km), Paris (215 km) e São Paulo (78 km).
A velocidade e escala dos projetos chineses são incomparáveis com as de qualquer outro país ou cidade no mundo, em qualquer época. Enquanto a maioria das outras cidades construiu uma linha de cada vez – devido aos altos custos de construção e aos recursos de engenharia necessários, a China inaugurou 370 km de novas linhas em 2013 e outros 490 km em 2014. Os valores de investimento são também estratosféricos, com picos de até 800 bilhões de yuan, ou cerca de R$ 400 bilhões, em um único ano.
Embora caros, os sistemas metroviários são a única alternativa capaz de atender às megacidades chinesas. Hoje a China já tem seis cidades com mais de 10 milhões de habitantes. Estimativas indicam que, até 2020, terá cerca de 220 cidades com mais de 1 milhão de habitantes e 44 delas podem chegar a mais de  4 milhões.  Com estes níveis de crescimento da população e a piora dos congestionamentos e da  poluição atmosférica, a China deverá manter os investimento em novos projeto metroviários em várias outras cidades do país.
*Traduzido e editado por Marcos de Sousa de artigo publicado pela UITP (International Association of Public Transport) 

sábado, dezembro 06, 2014

Super tufão mira as Filipinas e medo de nova devastação toma conta

carta maior
http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Meio-Ambiente/Super-tufao-mira-as-Filipinas-e-medo-de-nova-devastacao-toma-conta/3/32370


Super tufão mira as Filipinas e medo de nova devastação toma conta

Muitas das mesmas comunidades devastadas pelo super tufão Haiyan há menos de um ano, estão agora sob ameaça do tufão Hagupit.


Jon Queally, Common Dreams
EUMETSAT
O que os meteorologistas estão caracterizando como "a tempestade mais forte do ano," o super tufão Hagupit aumentou em velocidade e intensidade enquanto as preocupações se direcionam para o fato de que o tufão pode marcar território ainda essa semana em algumas das mesmas vulneráveis ilhas Filipinas, que foram devastadas há pouco mais de um ano atrás pelo tufão Haiyan. 
 
Andrew Freeman da As Mashable's relatou na quinta-feira: 
 
O super tufão Hagupit impõem uma enorme ameaça à vida aos cidadãos das Filipinas - incluindo as mesmas áreas de Leyte e o leste de Samar que foram devastadas pelo super tufão Haiyan ano passado, e onde quase 100.000 famílias ainda estão vivendo em abrigos improvisados altamente vulneráveis.
 
Para piorar a situação, os residentes das partes central e norte do arquipélago estão encarando incertezas climáticas consideráveis, com a junta americana do Centro de Alarmes contra Tufões prevendo uma passagem devagar pelas áreas do norte, incluindo um ataque direto à capital Manila pela semana.
 
Enquanto os que estão no caminho do tufão estão se movendo o mais rápido que podem para se prepararem, Accuweather relatou que a tempestade teve ventos de 160 km/h na quinta-feira, chegando ao equivalente de um tufão de categoria 5. De acordo com sua análise:
 
Rajadas de vento acima de 150 km/h são esperadas no leste de Visayas. É esperado que o tufão caia por terra dentro de 100 km da onde o super tufão Haiyan caiu ano passado.
 
Com sua aterragem mais para o norte, as áreas mais atacadas pelo Haiyan irão escapar do pior do tufão Hagupit, mas ainda sim serão impactadas severamente incluindo a cidade de Tacloban que foi devastada pelo Haiyan. Para piorar, algumas áreas ainda estão em processo de recuperação do tufão Haiyan, o que irá deixá-las mais vulneráveis ao impacto do Hagupit. 
 
O metereologista Jeff Masters, escrevendo em seu blog no website Weather Underground, disse que mesmo sendo uma tempestade grande e perigosa, alguns fatores fazem com que seja menos ameaçadora e, espera-se, menos danosa que o Haiyan. "Há menos energia quente disponível no oceano para o Hagupit," explicou Masters, "e os ventos são esperados para aumentarem na sexta-feira  enquanto ventos mais fortes se rompem na tempestade. Chuvas pesadas, não ventos extremos, serão a maior ameaça às Filipinas pelo Hagupit."
 

 
Em 2013, o super tufão Haiyan - uma das tempestades mais poderosas já registradas - devastou as comunidades dentro e ao redor da região de Tacloban. De acordo com a Oxfam Internacional, a tempestade deixou mais de 6.000 mortos e 4.1 milhões desalojados. Como foi noticiados pela justiça climática e pelos advogados de direitos humanos durante o Haiyan, o número crescente e intensidade de tais tempestade foram atribuídos aos efeitos do aquecimento global. Experts alertam que se as emissões globais continuarem a aumentar, mais frequentes e mais destrutivas serão as tempestades nos anos que vem por aí.

terça-feira, fevereiro 25, 2014

O homem que plantou uma floresta sozinho

OP
http://outras-palavras.net/outrasmidias/?p=16596


O homem que plantou uma floresta sozinho

8120417_w618h353q75v8570_2B58466N_C (1)
Numa ilha fluvial da Índia, acossada pela mudança climática, um exemplo heroico revela que é possível enfrentar desastres naturais
Por Ingrid Araújo, no Pensamento Verde
Dizem que um homem precisa fazer pelo menos uma das três coisas antes de morrer: ter um filho, escrever um livro ou plantar uma árvore. Jadav Payeng, morador de Assam, nordeste da Índia, pelo visto exagerou na terceira opção. Durante 30 anos o indiano plantou o equivalente a 540 hectares ou 800 campos de futebol oficiais, na Ilha de Majuli, no leito do rio Brahmaputra.
A ilha fluvial já sofreu erosões no solo arenoso e 70% dela já ficaram alagados devido aos impactos do aquecimento global que afetaram o rio Brahmaputra. Desde 1979 Payeng se preocupava com a precariedade da Ilha e desde então buscava soluções e apoio do governo local para evitar as enchentes e, principalmente, poupar a vida dos animais.”As cobras morreram no calor, sem qualquer cobertura arbórea. Alertei o departamento florestal e perguntei se eles poderiam plantar árvores lá”, relata o indiano.
A única solução encontrada pelas as autoridades era a de plantar bambu. Sem muito sucesso, Payeng disse que chorou debruçado sobre os animais mortos ao ver as tragédias. “Não havia ninguém para me ajudar. Ninguém estava interessado”, desabafa Payeng. O indiano não se conformou e logo procurou alguma alternativa para transformar a situação.
Jadav Molai Payeng
Payeng começou a cuidar da floresta sozinho plantando árvores e vivendo por muito tempo naquele banco de areia até a vegetação crescer e dar forma a floresta de “Molai Khatoni”. Desde os 16 anos, Payeng cuida da ilha, certa vez ele relatou a um jornal indiano que precisou trazer para a ilha algumas formigas vermelhas e outros animais que serviriam de alimento para conservar a vida da fauna local. “Depois de 12 anos, vimos urubus. As aves migratórias, também, começaram a afluir aqui. Cervos e gado atraíram predadores”, afirmou Payeng.
Para Payeng, a natureza tem uma próspera cadeia alimentar e por isso deve ser protegida pelos seres humanos. A história de Payeng é tão impactante que foi tema de um documentário sobre preservação da natureza. Veja o trailler da história contada pelo diretor Will MacMaster:

.......................
PS MIMI
o homem que plantava árvores