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domingo, janeiro 12, 2014

Fórum Social Temático debaterá crise capitalista, democracia, justiça social e ambiental

carta maior
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Movimentos-Sociais/Forum-Social-Tematico-debatera-crise-capitalista-democracia-justica-social-e-ambiental%0a/2/29987


Fórum Social Temático debaterá crise capitalista, democracia, justiça social e ambiental

Crise capitalista, democracia, justiça social e ambiental: estes serão os temas do encontro que será realizado na capital gaúcha, de 21 a 26 de janeiro.


Marco Aurélio Weissheimer
Divulgação
Porto Alegre - Crise capitalista, democracia, justiça social e ambiental: estes serão os temas do Fórum Social Temático 2014, que será realizado na capital gaúcha, de 21 a 26 de janeiro. O evento está sendo organizado por um grupo de centrais sindicais,  movimentos e organizações sociais brasileiras e internacionais em articulação com o Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.

O território do Fórum Social Temático 2014 abrangerá Usina do Gasômetro, Parque Harmonia, Câmara dos Vereadores, Largo Zumbi dos Palmares, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Assembleia Legislativa, Memorial do Rio Grande do Sul e Casa de Cultura Mário Quintana. A Marcha de Abertura será realizada no dia 23 de janeiro de 2014, com concentração a partir das 13h30m no Largo Glênio Peres e saída prevista às 15h30m. O itinerário será definido pelo Comitê de Organização e distribuído aos participantes antes do início da Marcha.

No mesmo período, estão programados outros eventos, com identidade própria, mas associados ao tema geral do Fórum. Entre eles destacam-se: o Fórum Mundial de Educação, que será realizado em Canoas; o Projeto Conexões Globais, que promove debates com participação à distância por meio de telões instalados na Casa de Cultura Mário Quintana; o Seminário Internacional do Fórum Mundial de Mídia Livre; o Espaço Mundo do Trabalho, que reúne entidades sindicais de todo o mundo, no mezanino da Usina do Gasômetro; o Espaço Ubuntu, no Largo Zumbi dos Palmares, o Acampamento Intercontinental da Juventude, no Parque da Harmonia, além da tradicional Feira da Economia Solidária.

Na nota convocatória do evento, o comitê organizador justifica a escolha do tema para o encontro deste ano, destacando a continuidade da crise econômica iniciada em 2008:

“A crise internacional do sistema capitalista chega ao seu auge com a desestruturação das economias dos países europeus e norte-americanos e da retirada constante de direitos sociais de seus trabalhadores e trabalhadoras. Como parte deste processo de crise mundial há uma profunda crítica à capacidade de representação dos anseios políticos por parte dos partidos, inclusive dos partidos de esquerda. Este dois fatores colocam a sociedade civil internacional em alerta para possíveis retrocessos da agenda democrática mundial. A crise política e social não se arrefeceu desde 2012, justamente por isso, é fundamental refletirmos sobre o mundo que queremos”.

Fórum Mundial de Educação

Parte integrante do processo do Fórum Social Mundial desde 2001, o Fórum Mundial de Educação 2014 ocorrerá em Canoas nos dias 21, 22 e 23 de janeiro, nas dependências da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra/Canoas). O tema deste ano será Pedagogia, Região Metropolitana e Periferia. Até dezembro, mais de 1,5 mil pessoas já estavam inscritas no Fórum Mundial de Educação, representando a Argentina, Uruguai, Colômbia, Cuba, Cabo Verde, Marrocos, Jordânia, Zâmbia, Espanha, Itália.

O Fórum oferece a possibilidade de acesso gratuito em palestras da área de educação, bem como nas salas de debate dos grupos de trabalho. O objetivo é possibilitar um amplo debate para a elaboração de alternativas, nas quais participem os diferentes setores sociais da comunidade educativa e os que se relacionem com ela. O evento é uma promoção conjunta do Comitê Organizador Internacional e da Prefeitura Municipal de Canoas, com o apoio da UNDIME-RS, Instituto Integrar, Ulbra, Canoas parque Hotel e Ministério da Educação.

A abertura oficial do Fórum ocorrerá no dia 21 de janeiro, às 9 horas, no Ginásio Poliesportivo da Ulbra (Prédio 17), com um debate sobre os 50 anos do Programa Nacional de Alfabetização do Ministério da Educação e Cultura mediante o uso do sistema Paulo Freire. A programação completa do evento está disponível na página do encontro.

Hospedagem solidária

O Fórum Social oferece a possibilidade de hospedagem solidária para quem não tem condições de arcar com despesas de hoteis. Quem desejar ser acolhido pela hospedagem solidária pode se inscrever em um formulário disponível na página do evento. Moradores de Porto Alegre que quiserem receber em sua casa, para uma hospedagem solidária, um ou mais participantes do Fórum também podem se inscrever no mesmo endereço linkado acima. 

Para maiores informações sobre os eventos, basta acompanhar as atualizações de suas respectivas páginas na internet:

Fórum Social Temático Porto Alegre
Fórum Mundial de Educação Canoas

quarta-feira, setembro 25, 2013

joaquim ramos pinto comenta


II Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos
Brasil, Mato Grosso, Cuiabá, UFMT | 11 de setembro de 2013

Breves palavras da sessão de encerramento e apresentação do 3º Lusófono 2015 - Portugal
Joaquim Ramos Pinto | joaquim.pinto@aspea.org
Presidente ASPEA / RedeLUSO



Reforçando o compromisso para dar continuidade ao espaço de debate e troca de experiências e saberes nas comunidades lusófonas tenho o prazer de apresentar o 3º Congresso Internacional de Educação Ambiental das Comunidades e dos Países Lusófonos.

Mas, antes, gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer à organização da 21ª edição do SEMIEDU/ UFMT por acolher este evento neste destacado espaço de debate e trocas de saberes. Este foi um lugar onde a partilha dos conhecimentos e das ricas experiências entre os participantes do espaço lusófono, contribuindo para fortalecer o trabalho numa conjugação de todas e todos aqueles que querem maior diálogo e mais justiça.

Numa mistura de grande satisfação, e consciente da responsabilidade que é a realização do 3º Congresso Lusófono de EA, gostaria, em representação da Comissão Organizadora formada pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental e da Câmara Municipal da Murtosa, informar que assumimos o compromisso de continuidade chamando todas as pessoas, organizações e entidades que estiveram presentes nas organizações dos eventos anteriores e todas aquelas que se pretendam associar a esta grande comunidade.

Desta forma, para a organização do 3º Congresso Internacional de Educação Ambiental das Comunidades e dos Países Lusófonos, pretendemos organizar grupos de trabalho a partir das propostas que resultaram deste 2º Lusófono, as quais vamos resgatar das conclusões, não esquecendo o GT da Juventude, entre outros, que reclamou um espaço e que considero importante para a mobilização dos jovens. Iremos partilhar e sociabilizar todo o processo de construção do 3º Lusófono nas redes e espaços de comunicação existentes, entre eles a lista da RedeLUSO, Facebook e Blog da Rede Lusófona. Queremos que este seja um processo participativo envolvendo todas as pessoas, todas as redes e instituições ligadas ao campo da Educação Ambiental. Estamos conscientes que esta mobilização será uma tarefa difícil e por isso contamos com a colaboração de todas as pessoas interessadas.

Aqui, gostaria, mais uma vez, de exprimir o meu agradecimento à Professora Michèle Sato, incansável, apesar de todas as adversidades, por ajudar a manter vivos os diferentes espaços de comunicação e participação na Rede Lusófona, entre eles este encontro. Pois todos temos de reconhecer que organizar um evento desta natureza é um acto de coragem e de dedicação a causas tão nobres como: o fortalecimento da Educação Ambiental, a aproximação das comunidades lusófonas e a partilha de experiências e conhecimentos sobre temas da atualidade que permitem traçar novos caminhos e encontrar novas direcções com vista à construção de sociedades mais sustentáveis.

Antes de terminar gostaria de lembrar e reforçar alguns dos principais objetivos dos Encontros e Congressos Lusófonos de Educação Ambiental na expectativa de que possam ser um fio condutor à construção do 3º Congresso Internacional de Educação Ambiental das Comunidades e dos Países Lusófonos, onde incluímos a região da Galiza.



1º-Promover a divulgação de projetos de investigação científica, a troca de experiências pedagógicas, a partilha de projetos comunitários e o reforço das redes nas áreas da Educação Ambiental, Cooperação e Desenvolvimento;

2º-Promover a cooperação entre atores educativos das comunidades lusófonas capacitando-os para atuar ativamente na sustentabilidade local em articulação com a Rede PlanTEA – Rede Planetária do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global;

3º-Reforçar o papel político da Educação Ambiental, considerando a educação e o ambiente como “a chave para uma democracia do bem comum e dos bens comuns”, como referiu Pablo Meira na sua intervenção, no sentido de promover novas formas de governança em diferentes tipos de organizações políticas e da sociedade civil através de metodologias participativas e de decisão democrática.

Estou certo que com este tipo de acções podemos reforçar e dar seguimento aos debates que se têm vindo a produzir desde Estocolmo (1972), passando pelo Rio onde, após identificados e reconhecidos alguns dos problemas ambientais que afectam a Humanidade, é lançado o desafio a todos os cidadãos, colectividades, empresas e instituições para que assumam responsabilidades partilhadas na preservação e na melhoria do ambiente. Ao nível da cooperação internacional têm sido lançados desafios de se aumentarem os recursos que permitam atuar e ajudar no cumprimento das responsabilidades em matéria de ambiente no interesse de todos, sendo que o espaço lusófono tem características culturais, sociais, ambientais e políticas que merecem uma atenção especial e reforço nesta matéria, e onde todos nós temos responsabilidades.

Para finalizar, desejo os maiores sucessos para as reuniões de partilha de experiências que se venham a realizar, assim como a todos os grupos trabalho formais e informais que se irão organizar para a construção do 3º Congresso Internacional de Educação Ambiental das comunidades e dos países lusófonos, certo de que iremos ter continuidade do aprofundamento das temáticas abordadas neste congresso e na criação de laços fortes na comunidade lusófona que possibilitam o desenvolvimento de parcerias e de projetos de cooperação futuros.

Muito obrigado a todas e a todos aqueles que se envolveram direta e indiretamente na organização do 2º Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos para que este se tornasse uma realidade reforçando, uma vez mais, o papel preponderante da Profª Michèle Sato pelo seu labor e pelas respostas que tem dado em prol da Educação Ambiental no Brasil e no espaço lusófono.

Bem-haja a todas as pessoas que participaram no 2º Lusófono, na expectativa de que os resultados da sua participação possam ser registados e divulgados, disponibilizando, desde já, todos os meios disponíveis da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) para que possamos reforçar o campo da Educação Ambiental nas comunidades e nos países lusófonos.

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impulso integral - permacultura




Imagem intercalada 3


Oficinas no Centro de Educação Ambiental da Quinta do Passal, Gondomar
  1. QUI, 3 OUT - LAND ART
  2. SÁB, 5 OUT - PERMACULTURA | Inspirar - Usos do Espaço e processos de Design
  3. Sáb, 12 Out - PERMACULTURA | Observar - Aprender com a Natureza
  4. Sáb, 26 Out - PERMACULTURA | Criar - Desenhar Vidas Sustentáveis
  5. Sáb, 16 Nov - Detergentes Ecológicos
  6. Sáb, 30 Nov - Cosmética Natural

Datas: Outubro e Novembro 2013
Horários: Sábados [10h00-12h30] | 5ª Feira [18h-20h30]
Vagas limitadas: 15-20 participantes
Inscrição: 10 €/sessão

Local:
Centro de Educação Ambiental da Quinta do Passal
Rua Clube Naval Infante D. Henrique,Valbom, Gondomar


Deverá realizar a sua inscrição preenchendo este formulário online (clicar aqui), pelo email
, ou através dos diferentes contactos indicados no fim do e-mail. A inscrição é validada após transferência bancária para o NIB 003601519910005328011 (Banco Montepio) e envio do comprovativo da transferência para impulsointegral@gmail.com, com o assunto "Oficinas Quinta do Passal" e nome completo do participante.

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Impulso Integral
...a inspirar vontades


Morada:
Vila Nova de Gaia
Sítio na internet:
Sítio na internet:
Email:
Telemóvel:

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Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto
|Telefone| +351 225 580 048

educação ambiental à sustentabilidade - APRENDER FORA DE PORTAS



quarta-feira, setembro 18, 2013

dinis mandevane comenta



 Redistas,

Uma reflexao oportuna e que nos encontra na ressaca do II Lusofono...ca entre nos, vai alimentar as discussoes em torno das apresentacoes feitas que ao nivel institucional comecamos ontem a realizar.

Por fim, um abraco fraterno a nossa querida Michele e aos outros parceiros que tem perdido o seu sono em prol das questoes ambientais e tambem desta magnifica rede.

Um aabraco do tamanho do indico para todos voces. 
Dinís A. Mandevane
17/09/2013
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martha tristão comenta



Prezad@s Aidil, Pablo, Guerra, Michéle e aos que estiveram por lá, 

Obrigada por compartilharem esses momentos vividos no II congresso Lusófono de EA, obrigada por acreditarem e fazerem uma educação ambiental transformadora e pós colonial. Infelizmente não pude estar presente, mas fui tocada pela experiência que viveram por lá nas palavras de vocês. 
Vocês fizeram a diferença ao realizarem este evento, com debates e reflexões potentes a EA no contexto da lusofonia. 
Parabenizo a Michèle e ao GPEA pela persistência em realizar este evento que, como sabemos difícil de administrar com parcos recursos. Além disso, ainda enfrentaram o desgaste de um evento cancelado na última hora pelo MEC.
Só mesmo com esta amorosidade, engajamento e militância tão peculiares ao GPEA/UFMT.
Beijos

Martha Tristão
18/09/2013
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antonio fernando guerra comenta



Caro amigo Pablo,  e amig@s da rede comunidade lusófona

 Você nos apresenta uma importante análise do panorama e da conjuntura da EA hoje, nos países lusófonos e no mundo, que nos conduz a uma importante reflexão sobre a necessidade de revermos e retomarmos tanto os princípios e a ideia-força da cultura de redes, quanto os valores da cooperação e da solidariedade, que nos remete à necessidade de fortalecer a integração entre os países lusófonos e da comunidade ibero-latino-americana e do Caribe.
Nós, as pessoas das redes, saímos fortalecidas do II Lusófono. Vamos construir juntos o III Congresso.
Nosso eterno agradecimento à guerreira do Bem Michèle eseu grupo que fizeram o Seminário e nosso Congresso acontecerem
Abraços saudosos de tod@s, Paz e Bem e sustentabilidade também

Antonio Fernando S. Guerra
17/09/2013
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terça-feira, setembro 17, 2013

AIDIL BORGES COMENTA







VOLTANDO AO MEU QUOTIDIANO   

Depois de uma semana no Estado do Mato Grosso, Brasil
Cá estou de volta ao meu chão depois de ter vivido momentos únicos e inesquecíveis na belíssima cidade de Cuiabá que se transformou na mais cosmopolita das cidades cplpianas com a presença mesclada: portuguesa, galega, cabo-verdiana, moçambicana, angolana, “cubana” e os natos brasileiros vindos de todos os quadrantes.

A arte de bem receber esteve patente em todos os momentos de convivência, de trabalho e de lazer, não fosse a nossa anfitriã-mor a Mimi Sato uma “arteira” nata e toda a sua equipe também contagiada pelo talento e engenho de “artear”, bem como todo o pessoal da UFMT que carinhosamente nos adoptou enquanto nossas babás para melhor desfrutarmos da cidade e dos momentos bons onde não faltou nada, nem o samba, o chorinho brasileiro, a boa gastronomia e a riqueza cultural mato-grossense, enfim, todos os ingredientes de uma cultura riquíssima que respirou a CPLP durante uma semana.

Os encantos maravilhosos como Pantanal, Chapada dos Guimarães, Nobres, entre outros lugares, foram palmilhados pelos visitantes que se deslumbraram com a beleza natural do local.

Voltamos com saudades de tudo e com a promessa de caminhar e construirmos juntos a Educação Ambiental que queremos e desejamos para a CPLP

Aidil Borges
17/09/2013
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PABLO MEIRA COMENTA

PABLO MEIRA COMENTA





Aínda polo Brasil compre facer algunha reflexión sobre a miña experiencia no II Congreso de Educación Ambiental dos Países Lusófonos (Cuiabá, 9 ao 11 de setembro):

a) Vista a proximidade temporal co 7º Congreso Mundial de Educación Ambiental celebrado en Marrakech hai tres meses, un non pode máis que rememorar a E.F. Schumacher cando afirma que o “pequeno é fermoso”. En Cuiabá non había reis ninprincesas reais –a min en Marrocos parecéronme bastante irreais-, polo menos que saibamos, porque resulta difícil crer que non houbera, cando menos, unha pinga de sangue azul na mixtura de razas, culturas e procedencias lusófonas que converxeron no Mato Grosso. 

b) Para min quedou en evidencia que o mundo lusófono da EA ten unha forte identidade común, marcada por compartir un mesmo espazo lingüístico pero tamén pola concepción da EA como movemento socialmente crítico e transformador, no que os valores e as aspiracións ligados á sustentabilidade non poden ser segregados dos valores e aspiracións ligados á equidade e á xustiza social. Iso non foi o que, por exemplo, percibimos en Marrakech, onde se nos veu a dicir que tiñamos que facer EA para a “economía verde”, sexa o que tal cousa sexa.

c) Apreciáronse tamén signos de refluxo no campo da EA. Despois dunha década de expansión máis ou menos dinámica parece que entramos, por razóns non sempre evidentes e non sempre comúns, nun tempo no que as políticas públicas de EA, os recursos dispoñibles, o dinamismo dos axentes educadores, etc. están en crise, cando non en franca recensión (ou depresión). Nos casos de Portugal e Galiza esta depresión ten moito que ver coa “crise fiscal”, que non só implica “recortes” económicos senón –e principalmente- está sendo pretexto para unha involución ideolóxica profunda que destrúe os limitados avances acadados na década anterior. No caso do Brasil enxérganse conflitos no territorio sempre controvertido das relacións entre os movementos sociais e o(s) aparato(s) do Estado. A un non lle gustaría que as políticas desenvolvidas pola “esquerda tradicional” na Europa, lideradas pola infausta figura de Tony Blair, que levaron dende unha socialdemocracia máis ou menos vixiante dos excesos do mercado a unha especie de “socialdemocracia de mercado” (ou rendida ao mercado), se reproduciran neste lado do Atlántico. Só hai que ver o estado de descomposición dos partidos socialistas europeos que seguiron esta vía para entender que, cedo ou tarde, un partido de esquerdas que fai políticas de dereitas acaba por erosionar as bases sociais que o sustentan e que, eventualmente, o permitiron acceder ao poder no xogo da democracia representativa. Algunhas tensións evidentes na sociedade española ou portuguesa, e nos últimos meses na mesma sociedade brasileña son, por dicilo metaforicamente, avisos para navegantes. 

d) Creo, a este respecto, que o papel do Estado de das políticas públicas no desenvolvemento da EA, con particularidades continentais e con distintas conxunturas, foi un dos elementos centrais, explícito ou implícito, da maior parte das exposicións sobre o estado da arte da EA nos países lusófonos. Resultou evidente, por exemplo, a dificultade para situar a EA no cerne das políticas públicas ambientais ou educativas, a pesar do teimudos que son a este respecto os foros e os documentos nacionais e internacionais.

e) Resulta cada vez máis evidente que hai unha brecha, probablemente dende Río 92, que separa dúas visións substancialmente distintas do que é e do que debe ser a EA, asociadas, obviamente, a distintas concepcións da sociedade e do seu desenvolvemento. Polo menos pareceu claro que o “desenvolvemento sostible”, ate agora, e a “economía verde”, a nova “marca” que promociona a ONU para a EA, non son máis que reclamos deseñados para desviar a atención do fundamental: a construción democrática dun mundo sustentable que satisfaga as necesidades de todos e todas e que respecte a dignidade e a identidade de todos e todas. Visto o visto en lugares como Marrakech non sería de estrañar que alguén propuxese disolver a EA no campo do marketing (ambiental e sostenible, claro)

f) Un apuntamento final: é de xustiza agradecer a acollida dispensada polas persoas vinculadas á Universidade Federal do Mato Grosso, que organizaron o Congreso contra ventos e mareas, e que fixeron “grande” o que, acaso por pequeno, foi moi fermoso. Vémonos, espero, no III Congreso a celebrar de aquí a dous anos en Torreira (Murtosa-Portugal).

Pablo Meira
16/09/2013

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segunda-feira, setembro 09, 2013

2º congresso internacional de educação ambiental dos países lusófonos


Projeto integral encaminhado ao edital do CNPq:


2º Congresso Internacional 
de Educação Ambiental 
dos Países Lusófonos

programação

09/setembro – 2ª f. 
14h: abertura oficial (Centro Cultural)
Diálogos poéticos
Representantes das autoridades, dos países lusófonos e representante do CEIDA, organizador do I Congresso Lusófono (Galícia)
Facilitação: Michèle Sato

17h: Conferência (Centro Cultural)
(Des)colonialismo, educação ambiental e lusofonia 
·      Pablo Meira (Galícia) 
·      Marcos Sorrentino (Brasil) 
Facilitação: Regina Silva 

20h: mostra cultural (Tenda Paulo Freire)
Dança do Congo
Regional do Choro


10/setembro – 3ª f. 
8h: Painel 1: Estado da arte da educação ambiental (Florestal)
·      Joaquim Ramos Pinto – Portugal 
·      Welena da Silva - Guiné Bissau 
·      Sulisa Signo Bom Jesus Quaresma - São Tomé e Príncipe 
·      Natalino José do Carmo Rodriguese e Castro - Timor Leste 
·      Araceli Serantes - Galícia 
Facilitação: Michelle Jaber

14h: Painel 2: Estado da arte da educação ambiental (Centro Cultural)
·      Martha Tristão - Brasil 
·      Aidil Borges - Cabo Verde 
·      José Silva – Angola 
·      Diniz Alexandre - Moçambique 
Facilitação: Lúcia Kawahara

20h: mostra cultural (Tenda Paulo Freire)
Coral da UFMT


11/setembro – 4ª f. 
8:30h: Conferências finais (Florestal)
·     Aidil Borges 
·     José Vicente Freitas
·     Macaé Santos
·     Rachel Trajber 
Facilitação: Giseli Nora 

14:00h: FÓRUM (Centro Cultural)
Sustentabilidade da redeluso nos cenários da (des)colonialidades 
·      Araceli Serantes: rede ibero-americana 
·      Fátima Almeida: ASPEA
·      Antônio Fernando Guerra: REASUL & ARIUSA 
·      Jacqueline Guerreiro: REBEA 
·      Patrícia Mousinho: relações interpessoais 
·       Herman Oliveira: REMTEA e o Tratado de educação ambiental
Facilitação: Joaquim Ramos Pinto - REDELUSO

18:00h. – ENCAMINHAMENTOS (Centro Cultural)
·       3º Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos
·       Revista Brasileira de Educação Ambiental, REVBEA
·       Sistematização do 2º Congresso
·       Clausura
Facilitação: Michèle Sato

20h: mostra cultural (Tenda Paulo Freire)
Big Bando
 

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Dias 12 e 13 de setembro: 
1º Encontro Nacional de Escolas Sustentáveis
http://semiedu2013.blogspot.com.br/p/escolas-sustentaveis.html
Continuidade do seminário educação... 
http://semiedu2013.blogspot.com.br/p/programacao.html

                         
realização:

Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte, GPEA





                                      

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COMISSÃO DE ORGANIZAÇÃO

Benedito Dielcio Moreira
Débora Pedrotti-Mansilla
Denize Aparecida Rodrigues de Amorim
Elizete Gonçalves dos Santos
Gino Francisco Buzatto
Giseli Dalla Nora
Giselly Rodrigues das Neves Silva Gomes
Glauce Viana de Souza Torres
Herman Hudson de Oliveira
Imara Pizzato Quadros
Ivan César Corrêa do Belém
Joaquim Ramos Pinto
José Vicente De Freitas
Júlio Resende Duarte
Lucia Shiguemi Izawa Kawahara
Marcos Sorrentino
Maria Irigaray
Maria Liete Alves Silva
Michèle Sato
Michelle Jaber-Silva
Regina Aparecida da Silva
Rita de Cássia Aleixe
Ronaldo Eustáquio Senra
Rosana Manfrinate
Ruth Albernaz
Samuel Borges de Oliveira Júnior
Simone Rodrigues Monteiro 

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