terça-feira, dezembro 08, 2009

Vitória da Educação Ambiental

O CONAMA aprovou, em sua reunião de 25/11/2009, a Resolução que estabelece diretrizes de conteúdos e procedimentos para a realização de ações, campanhas e programas de comunicação e educação ambiental nos âmbitos formal e não-formal e nas deliberações dos órgãos do SISNAMA. O documento produzido passará, em seguida, pela Consultoria Jurídica do CONAMA e, dentro de uns 30 dias receberá sua numeração e será publicado oficialmente.

Todas as iniciativas desenvolvidas no país, sejam campanhas, projetos de comunicação e de educação ambiental, deverão atender às determinações da resolução, quanto aos aspectos de linguagem, abordagem e quanto às sinergias e articulações.

Tais determinações estabelecem parâmetros, referências, enfim, tornam mais visível e concreta qualquer iniciativa, em qualquer lugar do país, e isso é muito bom para o fortalecimento da Educação Ambiental.

Parabéns aos que propiciaram esta realização: os componentes do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (MMA/DEA e MEC/CGEAM) e seu Comitê Assessor, os membros da Câmara Técnica de Educação Ambiental e da Câmara Tècnica de Assuntos Jurídicos do Conama e outros colaboradores.

Agora é nos apropriarmos desse material e internalizá-lo no planejamento e no desenvolvimento de nossas ações ambientais, afinal, a componente de educação é indispensável na prevenção, mitigação e adaptação às mudanças socioambientais globais em curso, no enfrentamento da degradação do ambiente planetário e no esforço coletivo para a transição na direção de uma sociedade mais sustentável.

Por Claudison Vasconcelos
Diretor do DEA/SAIC

quinta-feira, outubro 29, 2009

Missão de formação técnica em Educação Ambiental em Guiné-Bissau

   
(Nota informativa à Embaixada do Brasil em Guiné-Bissau, pelas técnicas Cláudia Martins e Renata Maranhão, do Departamento de Educação Ambiental, Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente, Brasil.)

O “Projeto de Educação Ambiental na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa no Marco da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável” propõe a cooperação entre os países de língua portuguesa para o fortalecimento da educação ambiental, da qual Angola e Brasil assumiram o papel de coordenadores do eixo, uma das áreas temáticas priorizadas pelos oito, em matéria de ambiente.

Nele se propõe a constituição de dois Centros de Informação e referência em Educação Ambiental - Salas Verdes – em cada país, e a realização de um Seminário CPLP de Educação Ambiental, que reunirá representantes governamentais e da sociedade civil, fornecendo diretrizes para a elaboração de um Programa de Educação Ambiental na CPLP e para a realização de uma Campanha de enfrentamento das Mudanças Climáticas por parte de uma comunidade lingüística, inspiradora de outros grupos de países nesta era dos limites.

A partir da estrutura Sala Verde espera-se a ampliação da comunicação e da troca de experiências em educação ambiental entre os oito países, pelo material didático disponibilizado nesses espaços, e, pela sua conexão em rede através do uso de um computador ligado à internet.

A formação no âmbito do Projeto tem seus pontos altos nos momentos presenciais de missão, quando técnicos dos governos parceiros e de instituições não governamentais se reúnem com os facilitadores/formadores do Projeto.

A mais recente formação teve lugar em Bissau, entre os dias 7 e 9 de outubro, no Centro de Estudos Brasileiros, da Embaixada do Brasil em Bissau, instalações gentilmente cedidas para esse diálogo construtivo de saberes.

Participaram aproximadamente 30 educadores guineenses, de dez diferentes instituições, que discutiram a base conceitual da educação ambiental conforme é entendida e praticada em Guiné-Bissau, a dimensão múltipla dos temas e atores sociais envolvidos no exercício coletivo da educação ambiental, demandas da população guineense e metodologias adequadas à sua realidade ímpar e rica, em termos de biodiversidade e populações humanas.

Questões centrais tais como participação e controle sociais, consumo, gênero e desenvolvimento, conhecimentos tradicionais e conflito pelos recursos naturais, foram trazidas à pauta de discussão, tendo emergido uma série de propostas desafiadoras de intervenção por parte dos grupos ali presentes, como representantes de uma sociedade cada vez mais atenta à importância de uma gestão ambiental democrática e não circunscrita aos limites das fronteiras de um país.

Esta missão de formação foi apenas o piloto do que se pretende seja um processo maior e continuado, o começo de um processo de comunicação intensa com os atores ambientais na Guiné, engajando-os numa concepção de cooperação internacional inovadora, em que todos lideram o processo de formação em momentos distintos, a fim de que também a Guiné-Bissau possa contribuir para essa comunidade lingüística, na área ambiental.
 
Fonte: MMA

terça-feira, outubro 27, 2009

DEA e Unesco lançam o II Kit de Publicações de Educação Ambiental

 
Em parceria com a Unesco, o Departamento de Educação Ambiental lança o 2° kit de publicações sobre “Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis: uma Coletânea para Pensar e Agir”.

Constam no kit a 3a edição do Programa Nacional de Educação Ambiental – ProNEA, o livro Encontros e Caminhos vol. II e o livro Os diferentes Matizes da Educação Ambiental – 1997 a 2007. O conteúdo do kit encontra-se disponível na página do MMA, no link Publicações do Órgão Gestor da Educação Ambiental.

O objetivo do kit é contribuir como a estratégia de implementação da Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável e fortalecer o processo de Edu
cação Ambiental desenvolvido pelo governo brasileiro em parceria com a UNESCO.

terça-feira, setembro 15, 2009

Um novo espaço para a EA

   

A educação ambiental agora pode ser acompanhada pelo Twitter.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Brasília sedia o VI Encontro Nacional e Feira dos Povos do Cerrado, de 09 a 13 de setembro


Brasília se tornará palco da maior confraternização entre os povos e comunidades que habitam e conservam o Cerrado. Em sua sexta edição, o Encontro e Feira dos Povos do Cerrado acontecerá entre os dias 09 e 13 de setembro, no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília. O evento objetiva promover o intercâmbio de experiências entre os diversos povos que habitam e utilizam os recursos naturais do Cerrado de forma sustentável, além de apresentar a riqueza do bioma e alertar a sociedade brasileira sobre o crescente processo de degradação que o afeta.

O evento é dividido em dois eixos. Durante o Encontro, serão realizadas oficinas temáticas, painéis, seminários e debates acerca de assuntos inerentes ao Cerrado, seus povos e seus problemas, com a participação de autoridades e especialistas. A Feira, por sua vez, visa expor a diversidade de produtos e experiências em prol de um Cerrado sustentável, incentivando a divulgação e a comercialização de produtos advindos do bioma.

O VI Encontro Nacional e Feira dos Povos do Cerrado começa no dia 09/09, quarta-feira, quando as delegações dos Povos do Cerrado chegam a Brasília. Foram mobilizados mais de 1.300 participantes, representantes de mais de 500 organizações da sociedade civil e de base comunitária nos estados de Tocantins, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Pará e DF.

A abertura oficial acontecerá no dia 10/09, quinta-feira, às 19h. Irão compor a mesa de abertura as seguintes autoridades e lideranças: Carlos Minc, Ministro do Meio Ambiente; Guilherme Cassel, Ministro do Desenvolvimento Agrário; Patrus Ananias, Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Márcio Meira, Presidente da Fundação Nacional do Índio; Jacques Penna, Presidente da Fundação Banco do Brasil; Marina Silva, Senadora; Deputado Pedro Wilson, Deputado Federal; Braulino Caetano dos Santos, Coordenador Geral da Rede Cerrado; Hiparidi Top’Tiro, Coordenador Geral da Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado (MOPIC).

Também no dia 10/09, às 8h30, acontecerá uma audiência pública na Câmara dos Deputados, no Auditório Nereu Ramos. Durante a audiência serão discutidos o Monitoramento e o Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento no Cerrado e, também, o projeto de Emenda a Constituição do Cerrado e Caatinga - PEC Cerrado e Caatinga – que tramita na Câmara dos Deputados desde 1995.

Durante toda a programação do Encontro, serão realizadas oficinas temáticas, painéis, debates e seminários sobre assuntos inerentes às questões socioambientais do Cerrado. Dentre a programação de painéis do Encontro, destaca-se a realização do painel “Contexto socioambiental e econômico do Cerrado”, que acontecerá dia 10/09, quinta-feira, às 15h, e terá a participação da Dra. Mercedes Bustamante, do Instituto de Ciências Biológicas da UNB. A programação de oficinas temáticas é extensa, e ocupará todo o dia 12/09, sábado. As oficinas temáticas contarão com discussões como: O Cerrado na Mídia, Comissão Nacional de Política Indígena, O Rio São Francisco e seus povos, e Unidades de Conservação e Comunidades. Ao longo do evento, acontecerão, ainda, dois seminários: Código Florestal Brasileiro – Propostas e Polêmicas e Universidade e Comunidade.
Informações: http://www.povosdocerrado.com.br/
 

quinta-feira, agosto 27, 2009

FNMA lança novo modelo de incentivos a projetos


Temas selecionados são educação ambiental e recuperação de áreas degradadas


Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) lançou no último dia 21 de agosto o novo modelo de Demanda Espontânea para fomento de projetos a serem realizados em todo o País. As propostas devem ser enviadas por correio ou entregues no protocolo do FNMA, de 1º de outubro a 30 de novembro, das 8h às 18h. A partir deste ano, todos os projetos concorrentes também devem ser inseridos obrigatoriamente, no mesmo período, no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv).

Os projetos devem ser elaborados para a execução no prazo de um ano. Em 2009, os temas selecionados para Demanda Espontânea são educação ambiental e recuperação de áreas degradadas. Os projetos devem apresentar um valor mínimo de R$ 200 mil e máximo de R$ 300 mil. O teto orçamentário estabelecido para atendimento dos projetos é de R$ 3 milhões, a ser repassado em 2010 .

Além do Siconv (www.convenios.gov.br <http://www.convenios.gov.br>), as propostas que serão enviadas pelo correio devem ser elaboradas no FaçaProjetos, um programa de apresentação de projetos que pode ser acessado pelo site do MMA na página do FNMA. Se o projeto for aprovado, a expectativa é de que o proponente possa receber o recurso em parcela única, no ato da liberação do orçamento, já no semestre seguinte.

Os projetos que excederem o teto orçamentário programado para 2010 serão devolvidos. Se o tema da proposta for compatível com as temáticas do ano seguinte, o mesmo projeto poderá ser reapresentado, desde que efetuadas as devidas adequações. Para 2010, serão discutidos os temas da demanda espontânea na primeira reunião do Conselho, que deve acontecer entre março e abril do ano que vem.

As novas regras e orientações para apresentação de projetos serão publicadas na página eletrônica do FNMA - http://www.mma.gov.br/fnma

ASCOM/MMA

terça-feira, agosto 11, 2009

Redes, ambiente e educação ambiental na CPLP


As dinâmicas da conectividade trazem um aporte conceitual muito interessante, para quem trabalha com grupos de pessoas, mais ainda para quem trabalha com grupos de países – redes.

A definição de 'rede', segundo WWF (2004), corresponde a “uma arquitetura plástica, não-linear, aberta, descentralizada, plural, dinâmica, horizontal e capaz de auto-regulação. (...) forma de organização caracterizada fundamentalmente pela sua horizontalidade (...)” (p. 73). Traduzindo-se "ordem" como “o processo de ordenar um conjunto de elementos em razão de um objetivo ou finalidade”, “produzida por uma dinâmica de auto-ajuste recíproco entre cada um dos elementos que compõem a rede, em função de laços de realimentação” (CAPRA, 2001), ela [a ordem] “emerge das relações entre os elementos”, sendo “uma co-produção de todos” (WWF, 2004, p. 74).

Qualquer rede é de natureza única: ao mesmo tempo em que os pontos que a compõem, vistos de forma individual, provêem de distintas formas institucionais de organização, onde “conjuntos de atribuições, papéis, regulamentos, cargos e departamentos” estão presentes, o seu “modo de operação é distinto das formas tradicionais de funcionamento das organizações hierárquicas, burocracias e instituições”, por exibirem princípios tais como a participação voluntária (“pessoas (ou organizações) participam da rede quando querem e porque assim o desejam. (...) decidem compartilhar do projeto coletivo de rede porque acreditam e investem nele”, WWF, 2004, p. 75); autonomia, resultando as normas de “pactos e consensos estabelecidos por todos”; diversidade; isonomia, ou seja, “todos são iguais politicamente, isto é, todos têm direito ao mesmo tratamento e compartilham os mesmos direitos e deveres” (p. 79); insubordinação, exigindo que se “exercite um jeito de trabalhar amplamente baseado em cooperação e decisão compartilhada” (p. 81); desconcentração de poder (“a morfologia da rede evidencia a impossibilidade de se definir um centro para a teia das conexões”, p. 82); e multiliderança, na medida em que os integrantes da rede são pares entre si, convergindo todo o poder da rede para cada nó, conforme as circunstâncias e o momento.

Todos estes príncipios são comuns e coincidentes à educação ambiental (EA) cuja construção se trabalha no 'Projeto de EA na CPLP'. Princípios como alteridade, participação, pertencimento, democracia, emancipação, ética, cidadania, mobilização, precisam estar subjacentes à dinâmica da conectividade. Lembre-se que a horizontalidade característica da rede, longe de implicar uma situação de equilíbrio, impõe enormes desafios ao processo organizativo, obrigando à criação de mecanismos de articulação das multilideranças, articulação que promova sinergia entre os pontos, os conecte e os interligue em um diálogo produtivo, na verdade, um tipo especial de coordenação. Essa funciona apenas como elemento regulador do sistema, articulando as múltiplas lideranças e a devida coordenação de suas ações diferenciadas. O princípio de funcionamento que orienta a coordenação é a democracia, principalmente nos “mecanismos de resolução de conflitos, de construção coletiva de consensos e de decisão compartilhada” (WWF, 2004, p. 87). Apoiada na comunicação, como “insumo necessário para a organização da rede” (p. 86). Por causa da diversidade dos integrantes do grupo e da sua dispersão espacial, a comunicação precisa ser permanente, a fim de que o conjunto seja orgânico e aconteça “troca de fluxos formadores e reguladores, na qual uns vão construindo, moldando, alterando impressões, idéias, visões de mundo, valores e projetos dos outros e vice-versa” (p. 86). Voltando à figura de rede, os pontos são importantes, mas a existência, o exercício e a organicidade da rede dependem das linhas.

A auto-gestão da rede é possível pelo fato de ela poder ser assemelhada a uma “comunidade de propósito”, como referido anteriormente, as pessoas optam por fazer parte de uma rede, em torno de um objetivo comum. Os países participantes do 'Projeto de EA na CPLP' comungam dos propósitos que do projeto fazem parte, sua estrutura, seus objetivos, atividades e metas, princípios e anseios. Essa rede é mantida coesa à medida que o respeito a esses valores, sua atualização e repactuação permanente, acontecem. Isso se dá pela dinâmica das conexões.

A morfologia de uma rede diz-nos ainda como o fluxo de informação – velocidade e qualidade – acontece: “de forma não-linear, para todos os lados; em ondas de propagação não controlada; e produzindo novidade (...) por onde passa” (WWF, 2004, p. 117). O estabelecimento de conexões em uma rede é equivalente ao estabelecimento de “vias de comunicação nas quais sentidos são trocados, transformados, distribuídos” (p. 118). Na verdade, uma rede é uma estrutura de comunicação. Deduz-se daqui “um bom indicador da qualidade dos processos na rede: quando a informação flui, há uma operação plena na rede; quando a informação pára, é concentrada ou represada, há um processo de concentração ou desconexão em curso” (p. 119). Em potencial, a comunicação deve acontecer de todos com todos – “a comunicação não pode ser de mão única e a distribuição da informação deve se dar também de forma descentralizada e não linear” (p. 119). É nesta lógica que devem ser pensados, organizados e pensados os instrumentos de comunicação.

O Projeto pensou nos recursos para comunicação à distância, nas mídias convencionais, que dependem da animação do desejo que alimenta a rede e suas intenções. Por causa da fluidez da organização em rede (“submetidas à dinâmica dos afetos de quem participa delas”, p. 130), tanto mais evidente quanto maior a distância entre seus pontos – como é o caso dos países que são membros da CPLP, que mais sofrem das instabilidades políticas, sociais e econômicas inerentes a qualquer projeto transnacional – a sua fragilidade é grande e o exercício da participação, exigente e complexo.

Por esse motivo são fundamentais momentos presenciais entre os pontos que normalmente só se conversam em espaços virtuais, facilitados pelas tecnologias de informação e comunicação (TIC’s).

O mais poderoso “meio de comunicação” é, sem dúvida, a situação de conversação, seja ela entre duas pessoas ou num ambiente de grupo. Enumerar os motivos que sustentam tal afirmação seria exaustivo, mas basta ressaltar um aspecto, conexo aos príncipios da rede, para justificá-la: a dinâmica complexa de realimentação (e, portanto, auto-regulação) mobilizada pelo contato fisíco-afetivo-simbólico entre seres humanos implicada na conversação. Cheiros, sinais corporais, imagens, imagens mentais, processos lógicos, são trocados de forma vertiginosa, não-linear e simultânea, quando duas ou mais pessoas empreendem um diálogo.

Esta aparentemente óbvia constatação é, contudo, decisiva para o projeto de comunicação e para o fomento à participação no âmbito da rede. A animação depende da criação desses espaços de conversação, o terreno mais propício ao surgimento dos laços sociais – que se traduzem também em vínculos de afeto entre as pessoas e que são vitais para o pleno desenvolvimento das redes. A interação face-a-face e a “comunicação sem distância” que ela agencia impõem-se como o principal agente catalisador das ações. Em outras palavras são os principais influxos de ânimo, ou sopros de vida, das redes.

Em termos práticos, criar espaços de conversação significa promover encontros presenciais, nos quais os participantes da rede possam ter a oportunidade de estabelecer contatos, conversar, trocar idéias e intercambiar experiências, se reconhecer no outro, construir sensos de identidade, comparar diferenças e criar vínculos afetivos. (WWF, 2004, p. 131, 132)

O Projeto prevê reuniões que congreguem os seus pontos focais (Comitê Gestor), correspondendo a um desses espaços de conversação, mais do que contatos de articulação, reuniões de trabalho, que caracterizam “momentos de trabalho, de decisão, de intercâmbio técnico, de manifestação política” (p. 132), além de momentos de interação pessoal, onde se anima a participação na rede que é o Projeto. É estratégico que a realização desses encontros seja regular e periódica, inclusive, assim como a comunicação à distância pode ser afectada negativamente se esses momentos mobilizadores são escassos ou distantes, também é nessa situação presencial que podem se agregar mais pontos à rede e fortalecer os pontos chave que a mantêm operacional.

Prevê também missões de formação técnica, como a que teve lugar o ano passado, em caráter experimental, em São Tomé e Príncipe. Além do Seminário de EA na CPLP.

A Plataforma de Cooperação na área ambiental da CPLP percebe toda esta teoria e só neste segundo semestre de 2009, três eventos de relevo tiveram (ou terão) lugar. Relacionados ao combate à desertificação, às questões energéticas e planejamento e gestão das zonas costeiras dos países CPLP, são estratégicos e imperdíveis.

Sugere-se a consulta individual dos referidos momentos presenciais na página da CPLP:

http://www.cplp.org/Ambiente.aspx?ID=126


Referências bibliográficas

CAPRA, F. A teia da vida – uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo: Cultrix/Amana-Key, 2001.

WWF-Brasil. Redes – Uma introdução às dinâmicas da conectividade e da auto-organização. 2. ed. Brasília: WWF-Brasil, 2004. 161 p.

terça-feira, agosto 04, 2009

Senadora Marina Silva no VI Fórum de EA faz referência à cooperação nos países CPLP

Entre os dias 22 e 25 de julho aconteceu no campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ), Brasil, o VI Fórum de Educação Ambiental.

O Fórum é um evento de âmbito nacional que se constitui no grande encontro dedicado a esta temática no Brasil. Atualmente sob a responsabilidade da Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), coletivo que reúne os educadores ambientais do país, os fóruns vêm se consolidando como um espaço de destaque que congrega e articula os mais diversos atores e segmentos da Educação Ambiental (EA).

Nele ocorreram encontros importantes como o Encontro Comunitário de Educação Ambiental, organizado pela Federação de Associações de Moradores e a Associação de Favelas do RJ, o Encontro das Salas Verdes, o Encontro de Coletivos Educadores e o Encontro dos representantes da sociedade civil nos Colegiados do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). O Fórum também contou com o apoio da ABRACO – Associação Brasileira de Rádios Comunitárias que transmitiu ao vivo do Fórum para cerca de 100 rádios comunitárias.

O Fórum se configura como um espaço de diálogo entre a REBEA e demais redes ambientais, como a Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA), a Rede Brasileira de Agendas 21 Locais, Rede da Juventude pelo Meio Ambiente, Rede de Justiça Ambiental, Rede Ecossocialista, Rede Brasileira de Informação Ambiental (REBIA), Rede de Educomunicação Ambiental (REBECA), Fórum Brasileiro de ONG's e Movimentos Sociais, APEDEMA-RJ.

Integrantes dos Colegiados Ambientais do SISNAMA, das Comissões Organizadores Estaduais da Conferência Nacional de Meio Ambiente e Conferência Infanto-Juvenil de Meio Ambiente organizaram atividades e educadores ambientais de Angola e da América Latina estiveram presentes.

No evento a ex-Ministra do Meio Ambiente e atual Senadora Marina Silva fez menção à cooperação do Brasil com Angola, bilateralmente, e com os demais países de língua portuguesa, apontando a educação como fator chave da transformação sociocultural que poderá contribuir para alterar o atual modelo civilizacional predatório.

Sugere-se a consulta de seu pronunciamento na íntegra, seguindo o link 'artigos' em:

http://www.senado.gov.br/web/senador/marinasi/detalha_artigo.asp?data=22/07/2009&codigo=1814


Boa leitura!


Fontes:

http://forumearebea.org/texto-de-divulgacao-o-que-e-o-vi-forum-brasileiro-de-educacao-ambiental/

http://www.senado.gov.br/web/senador/marinasi/lista_artigos.asp

segunda-feira, julho 13, 2009

Lançado o Coleciona 7

O COLECIONA: fichário d@ EducadorAmbiental é o periódico eletrônico bimestral do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, que traz ações e experiências de educadores que vivem a EA diretamente com as comunidades.


Lançado em 2008, hoje circula seu 7° volume.
Conheça o Coleciona visitando o sitio do MMA (http://www.mma.gov.br/ea) ou o Blog Coleciona-EA (http://coleciona-ea.blogspot.com)


Baixar arquivo com alta qualidade (1,47Mb):
http://sites.google.com/site/suportedaea/Home/Coleciona_vol-7.pdf?attredirects=0

Baixar arquivo com baixa qualidade (341Kb):
http://sites.google.com/site/suportedaea/Home/Coleciona_vol-7--.pdf?attredirects=0

Contato:

educambiental@mma.gov.br


Departamento de Educação Ambiental
Ministério do Meio Ambiente
Esplanada dos Ministérios, Bloco B, sala 553
Brasília - DF - Brasil
CEP 70.068-900
Tel (61) 3317-1207
Fax (61) 3317-1757

segunda-feira, junho 08, 2009

Lançamento - Os diferentes matizes da educação ambiental no Brasil 1997-2007


Em comemoração aos 10 anos da Política Nacional de Educação Ambiental - PNEA, Lei 9795/99, o Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente lança o livro "Os diferentes matizes da educação ambiental no Brasil: 1997 - 2007".

Esta publicação traz uma linha do tempo da Educação Ambiental no Brasil, no período de 1997 a 2007, com sua história tão recente e tumultuada quanto sua importância e urgência para se conseguir revolucionar as precárias relações entre nós, seres humanos, e as bases de sustentação da vida no nosso planeta.

O Livro poderá ser baixado clicando-se no link abaixo:

http://www.mma.gov.br/estruturas/educamb/_arquivos/dif_matizes.pdf

quinta-feira, maio 21, 2009

Os DVDs do Circuito Tela Verde estão agora na internet


Os DVDs do CTV estão disponíveis para serem baixados na internet. Os links dos arquivos são:


Para Saber mais acesse o Blog do Circuito Tela Verde: http://circuitotelaverde.blogspot.com/

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quarta-feira, maio 13, 2009

quarta-feira, abril 15, 2009

Representantes de países CPLP na 3.ª Conferência Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente




Entre 3 e 8 de abril aconteceu em Luziânia, Goiás, Brasil, a III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, conduzida pelo Ministério da Educação, parceiro do Ministério do Meio Ambiente na coordenação da Política Nacional de Educação Ambiental.

A Conferência é, na verdade, uma campanha pedagógica que traz a dimensão da política ambiental para a educação, ao mobilizar a população estudantil em pesquisas e debates nas discussões sobre os desafios socioambientais globais. O processo é participativo, democrático e construtivista, onde todos os que se reúnem deliberam sobre os temas em pauta e elegem representantes que levem suas propostas a outras instâncias, tais como escolas, estados ou regiões, nos países, até ao âmbito internacional.

Pelo seu formato desperta, fortalece e valoriza a participação de todos, independente de faixa etária, desta forma reconhecendo as responsabilidades individuais e coletivas na melhoria da qualidade de vida local e global.

Duas grandes etapas foram cumpridas antes de se chegar a este momento presencial, de onde se destacam os encontros continentais, organizados junto aos encontros de pontos focais preparatórios para o evento de avaliação do mid-term da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (DEDS); e, o segundo lançamento da Conferência Internacional, anunciada como ação complementar da DEDS, durante o evento de avaliação de mid-term da Década.

A presença de observadores internacionais na Conferência permite propiciar uma vivência da metodologia empregada na Conferência Nacional, bem como trabalhar materiais de apoio, áreas de custos e cronograma, de acordo com as especificidades dos países.

Vieram representantes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe que, além de acompanharem todos os trabalhos e oficinas da Conferência, tiveram um momento paralelo para discussão de como a Conferência Infanto-Juvenil na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) pode unir esforços e conjugar atividades e objetivos com o Projeto Salas Verdes, já em curso.

Expandir o diálogo entre os Ministérios da Educação e do Ambiente nos países, mobilizar a juventude para a construção de sociedades sustentáveis, aumentar o controle social das políticas ambientais, e ampliar a rede de parceiros governamentais e da sociedade civil, foram alguns dos pontos consensuados pelo grupo.

quinta-feira, março 26, 2009

Abertura do Circuito Tela Verde


O Ministério do Meio Ambiente, por meio do Departamento de Educação Ambiental, da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental – (DEA/SAIC/MMA) e o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do audiovisual (SAV/MinC), realizarão, às 10 horas do dia 17 de abril, no Centro de Visitantes do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), a Abertura do Circuito Tela Verde e o Lançamento do Edital de Curtas de Animação.

O Circuito Tela Verde é uma mostra nacional de produções audiovisuais sobre experiências de projetos de educação ambiental, para exibição em estruturas educadoras como Salas Verdes, Pontos de Cultura, Coletivos Educadores, cineclubes etc. Utilizando metodologias de educomunicação, os filmes oferecem um mosaico de opiniões, visões de mundo e modos de vida dos membros das comunidades locais sobre o meio ambiente, os problemas e as responsabilidades ambientais. Trazem uma importante contribuição para compreender como as comunidades tomam parte nos processos da gestão ambiental pública.

Cada estrutura educadora cadastrada no Circuito receberá um kit contendo: DVDs, material para divulgação e um guia passo a passo para organização e avaliação da mostra. Após exibição, o kit deverá compor o acervo do espaço exibidor, ou de outro espaço público indicado pela instituição responsável pela exibição. Durante o período que antecede a mostra, bem como o de sua exibição, os espaços contarão com o blog do Circuito Tela Verde como apoio. Nele, serão disponibilizados o conteúdo do kit, informações e questionário para a avaliação da mostra e materiais que servem de base para as discussões.

Esta é uma primeira versão de um circuito de exibição de filmes ambientais que esperamos repetir por mais vezes, revelando a diversidade dos olhares sobre a questão ambiental.

O Circuito Tela Verde é uma das ações de educomunicação do DEA/MMA, em sintonia com os princípios do Programa Nacional de Educação Ambiental e em comemoração aos 10 anos da Política Nacional de Educação Ambiental (Lei n° 9.795/99).

Para saber mais acesse: http://circuitotelaverde.blogspot.com/

Coleciona n. 5: país insular da CPLP recebe destaque no FSM


Acesse: http://coleciona-ea.blogspot.com/

O Fórum Social Mundial, que decorreu em Belém do Pará, Brasil, entre os dias 27 de janeiro e 01 de fevereiro, teve um dos países da CPLP representando o continente africano em uma de suas políticas ambientais - a Agenda 21.

São Tomé e Príncipe foi incluído no painel "Compromisso pela sustentabilidade no mundo globalizado", expôs potencialidades e fragilidades da implementação de algumas das áreas programáticas da Agenda 21 nos países africanos, e reforçou o papel determinante da cooperação internacional em apoiar os países em seus esforços individuais de desenvolvimento coerente com a temática ambiental.

Desta forma a educação ambiental continua promovendo reflexões conceituais, metodológicas e operacionais para ações locais, regionais, nacionais e transnacionais, em atores sociais de distintos setores, valorizando a construção e o intercâmbio de valores que concorram para o exercício das responsabilidades comuns e partilhadas, por um mundo melhor.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

São Tomé e Príncipe apresenta estado da arte de sua política ambiental de Agenda 21 no 9.º Fórum Mundial Social, em Belém, Pará, Brasil

Agenda 21 promoverá debates durante 9a edição do Forum Social Mundial


A Agenda 21 realiza uma série de debates nesta quinta-feira (29), durante a 9ª edição do Fórum Social Mundial, em Belém (PA), para promover as Agendas 21 Locais, divulgar o Plano Nacional sobre Mudança do Clima e avaliar os resultados obtidos pelos países do Mercosul com a Agenda 21.

Às 8h30, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, abrirá o seminário internacional Mudanças Climáticas: desafios atuais da Agenda 21 a ser realizado no auditório Guamá da Universidade Federal do Pará. O seminário contará também com a participação do escritor e professor da Universidade de Nova Delhi Vinod Raina; do presidente do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, professor Luiz Pinguelli Rosa; e do jornalista e debatedor André Trigueiro.

Às 10h45, no Painel 1, a diretora do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Sérgia de Souza Oliveira - representando a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Suzana Kahn -, vai apresentar o Plano Nacional sobre Mudança do Clima. No Painel será discutido o Compromisso pela Sustentabilidade no mundo globalizado. Também participam dos debates a diretora do programa Chile Sustentável, Sara Larrain; o representante da Comunidade da Língua Portuguesa Arlindo Carvalho; e o membro da Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e Agenda 21 Rubens Harry Born.

Já a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Samyra Crespo, participa da mesa-redonda Agenda 21: a caminho da Rio + 20, que avaliará os resultados das Agendas 21 nos países do Mercosul. Também durante a mesa-redonda será criado um grupo de trabalho para identificar os resultados das experiências das Agendas 21 na promoção do desenvolvimento sustentável, para a Conferência Rio 2012, que acontecerá 20 anos depois da reunião Rio-92. Nela, representantes de 179 países se reuniram no Rio de Janeiro para debater meio ambiente resultando no documento Agenda 21 Global, com 40 capítulos contendo ações para a construção de uma sociedade sustentável.

Participam da mesa o gerente de Comunicação da Petrobras Agenda 21, Gilberto Puig Maldonado; as representantes da Rede de Agendas 21 da Argentina Maria Gimena Garrofe e da França Marie Stutz; e as representante da Rede Brasileira de Agendas 21 Locais Kathryn Kintzele e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) Cristina Montenegro.

Na sexta-feira (30), às 8h30, o ministro Carlos Minc participará de uma exposição seguida de debate no seminário Amazônia: Soberania e Desenvolvimento da Fundação Perseu Abramo, e, em seguida, do seminário Desenvolvimento Sustentável da Amazônia.

A organização do Fórum Social Mundial espera mais de 100 mil pessoas e 5.680 organizações em Belém do Pará entre os dias 27 de janeiro e 1º de fevereiro. No evento, a sociedade civil organizada em movimentos sociais, povos tradicionais, ONGs, sindicatos e grupos religiosos de mais de 150 países de todos os continentes estará reunida para discutir o meio ambiente, a crise econômica mundial, as mudanças climáticas e as alternativas aos modelos de desenvolvimento.


Fonte: Assessoria de Comunicação (ASCOM) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Brasil