quinta-feira, março 13, 2014

Comunidade de Países de Língua Portuguesa no combate à fome

adital
http://site.adital.com.br/site/noticia.php?boletim=1&lang=PT&cod=79719


Comunidade de Países de Língua Portuguesa no combate à fome

Adital

La Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO) y la Comunidad de Países de Lengua Portuguesa (CPLP) están desarrollando un Programa de Cooperación Técnica con el objetivo de establecer la Comunidad de Países de Lengua Portuguesa sin hambre. La CPLP está compuesta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guinea-Bissau, Mozambique, Portugal, Santo Tomé y Príncipe y Timor Este. A pesar de los significativos avances de algunos países miembros de la CPLP, como Angola, Brasil y Santo Tomé y Príncipe en el combate del hambre, 28 millones de personas subnutridas aún necesitan apoyo para vencer el hambre. De acuerdo con datos proporcionados por la FAO, 842 millones de personas padecen hambre en el mundo. En América Latina y el Caribe, el hambre alcanza a 47 millones de personas.

El Programa de Cooperación Técnica apoyará a la CPLP y a sus gobiernos, parlamentos y entidades no gubernamentales a ejecutar la Estrategia Regional de Seguridad Alimentaria y Nutrición, adoptada en 2012. La Estrategia prevé explorar el potencial de cada país y región para una mayor cooperación en materia de seguridad alimentaria y nutricional, capaz de aumentar la cantidad y calidad de los alimentos y desarrollar sistemas alimentarios más sustentables.

La Estrategia tiene como base el derecho humano a una alimentación adecuada y la prioridad que debe darse a los pequeños productores agrícolas. La ejecución de la estrategia del programa será coordinada por un Consejo de la CPLP en cooperación con el Consejo de Seguridad Alimentaria y Nutricional (CONSAN) que es una organización multisectorial con participación de sectores de la sociedad civil, sector privado y de parlamentarios.

Traducción: Daniel Barrantes - barrantes.daniel@gmail.com
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão desenvolvendo um Programa de Cooperação Técnica com objetivo de estabelecer a Comunidade de Países de Língua Portuguesa sem fome. A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Santo Tomé e Príncipe e Timor Leste. Apesar dos significativos avanços de alguns países membros da CPLP, como Angola, Brasil e Santo Tomé e Príncipe no combate à fome, 28 milhões de pessoas subnutridas ainda necessitam de apoio para vencer a fome. De acordo com dados fornecidos pela FAO, 842 milhões de pessoas padecem de fome no mundo. Na América Latina e Caribe, a fome atinge 47 milhões de pessoas.
O Programa de Cooperação Técnica apoiará a CPLP e seus governos, parlamentos e entidades não governamentais a executar a Estratégia Regional de Segurança Alimentar e Nutrição, adotada em 2012. A Estratégia prevê explorar o potencial de cada país e região para uma maior cooperação em matéria de segurança alimentar e nutricional, capaz de aumentar a quantidade e qualidade de alimentos e desenvolver sistemas alimentares mais sustentáveis.
A Estratégia tem como base o direito humano a uma alimentação adequada e a prioridade que deve ser dada os pequenos produtores agrícolas. A execução da estratégia do programa será coordenada por um Conselho da CPLP em parceria com o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSAN) que é uma organização multissetorial com participação de setores da sociedade civil, setor privado e de parlamentares.

Embalagens: lavar ou não lavar?


planeta sustentável
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/sustentavel-na-pratica/embalagens-lavar-ou-nao-lavar/


Embalagens: lavar ou não lavar?Afonso Capelas Jr. - 14/02/2014 às 15:22

EMBALAGENS_OK_3Você lava as embalagens dos produtos consumidos em casa antes de jogá-las na lata de lixo com a boa intenção de viabilizar a reciclagem?
Se respondeu afirmativamente saiba que esta pode não ser uma atitude tão sustentável quanto se imagina. Você certamente está desperdiçando muita águapotável e, de quebra, aumentando a quantidade de esgotos despejados nos sistemas de coletas da sua cidade.
Por outro lado, a prática da lavagem desses recipientes – de plástico, alumínio, aço, papelão ou vidro – evita, sim, a infestação por formigas, baratas, moscas e ratos. O que fazer?
“Não existe resposta pronta, nem fácil”, afirma Sandro Mancini, especialista em reciclagem de resíduos sólidos e professor do curso de Engenharia Ambiental da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Mancini deixa claro que lavar as embalagens não facilita em nada a reciclagemdesses materiais, porque eles serão derretidos a altíssimas temperaturas. “Esses materiais vão cair em fornos com temperaturas altíssimas. Ou seja, um pouco de refrigerante, leite condensado ou vinho que estiver dentro de suas embalagens de alumínio, aço e vidro não fará diferença alguma. Vai virar fumaça que será neutralizada pelo sistema de tratamento de efluentes gasosos da empresa recicladora”, informa o especialista da Unesp.
De acordo com Mancini, o alumínio é derretido a 700 graus, em média, o aço a quase 2 000 graus e o vidro a 1 000 graus. Já o material plástico é derretido a temperaturas em torno de 200 a 300 graus. “Por terem temperaturas de fusão bem mais baixas os plásticos, ao contrário dos outros materiais, somente são derretidos depois de uma lavagem para retirar impurezas”.
Mesmo no caso dos plásticos, contudo, lavá-los em casa também pode ser considerado desperdício de água potável, de esforço e de tempo, de acordo com Mancini.
Ele toma como exemplo um frasco de maionese feito de PET, todo lambuzado. “Na indústria de reciclagem esse frasco vai ser moído, antes de tudo. Os flocos vão cair numa banheira com água de reuso, não potável. Por estar moído, essa lavagem será bem mais eficiente e a água será mais uma vez reutilizada até ficar nojenta. Depois ela será tratada e, provavelmente, voltará ao processo novamente, sem desperdícios”.
Mas e os problemas com os perigos da contaminação e com os bichos atraídos pelos restos de alimentos nas embalagens? “Por enquanto não há solução mágica para esse impasse”, reconhece o professor da Unesp. Em casa, tampar adequadamente ocesto de lixo pode resolver a questão. Em um depósito ou em uma cooperativa a situação se complica.
“Imagine uma cooperativa com milhares de latas de leite condensado com potencial de contaminação. É possível refletir, com razão, que uma lavagem feita em casa antes do descarte ajudaria. Mas também se pode pensar – e novamente com razão – que para o processo de reciclagem em si essa lavagem é desnecessária, pois essa lata vai ser derretida a 2 000 graus”.
Então, na dúvida, a recomendação é que se evite lavar as embalagens usadas paraeconomizar água. Melhor ainda é perguntar ao catador que passa na sua rua que nível de limpeza é suficiente para a manipulação posterior. Ele saberá responder com precisão.
Na próxima semana publico novas dicas e esclarecimentos do professor Sandro Mancini, da Unesp.
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Imagem – Creative Commons

quinta-feira, março 06, 2014

Greenpeace funda novo país em território não reconhecido pelo Chile

adital


Greenpeace funda novo país em território não reconhecido pelo Chile
Adital
O objetivo é pressionar o Estado chileno a reconhecer legalmente a área e criar lei de proteção ambiental
Uma nova nação acaba de ser fundada na América do Sul. Denominado República Glacial, o mais recente país foi fundado pela organização global de proteção ao meio ambiente Greenpeace numa superfície chilena constituída de enormes geleiras. A área é considerada a grande reserva natural de água para o futuro do Chile.
A criação do novo país só foi possível por uma lacuna na legislação, uma vez que o Estado chileno não reconhece as massas de gelo como parte de sua soberania nem menciona a zona em sua Constituição ou no Código de Águas do país. Isso resulta na vulnerabilidade da área, atualmente explorada por empresas mineradoras, afetando gravemente o ecossistema do país.
Com essa ação, o Greenpeace busca o reconhecimento das geleiras como bem público chileno e o estabelecimento de sua proteção através de uma lei que evite qualquer tipo de ameaça ambiental. "Quando isso ocorrer, a República Glacial e seus cidadãos devolverão as geleiras ao Estado do Chile", assegura o diretor da organização no país, Matías Asún.

O que deve ser regularizado
Segundo o Greenpeace, uma lei para o local deve definir e estabelecer uma figura legal para as geleiras na Constituição chilena, que as converta em bens nacionais de uso público, além de definir que representam reservas estratégicas de água em estado sólido.
Para a organização, é necessário ainda que sejam incluídos na lei os diferentes tipos de geleiras e de ambientes glaciais, precisar as atividades permitidas na zona e estruturar um cronograma de transição para empreendimentos e atividades que hoje se desenvolvem na área, se adequando a uma nova normativa.
Sobre o novo país
A República Glacial é um país onde qualquer pessoa pode ser cidadã. Seu território de 23 mil km2 é compreendido de todas as geleiras que estão em solo chileno, o equivalente a 82% de todas as massas de gelo da América do Sul.
A zona é considerada a maior reserva natural de água do país e sua destruição, dentre outros fatores, tem provocado escassez hídrica em algumas comunidades. As geleiras são milenares e permitem diversos benefícios ecossistêmicos. Entre eles estão: a manutenção de caudais em períodos de seca, o regular volume de água em rios, além da regularização do clima.

segunda-feira, março 03, 2014

Uso de sacolas plásticas está ameaçado na Califórnia (EUA)

ihu
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/528792-uso-de-sacolas-plasticas-esta-ameacado-na-california-eua


Uso de sacolas plásticas está ameaçado na Califórnia (EUA)

Em um recente dia chuvoso, Esha Moya se viu do lado de fora de uma mercearia localizada na zona sul de Los Angelescom meia dúzia de sacolas de papel se desmanchando na chuva e desejando ter nas mãos alguns dos pequenos itens que durante sua vida inteira foram gratuitos e abundantes, mas que agora estão proibidos nesta cidade: as sacolas plásticas.
A reportagem é de Ian Lovett, publicada no jornal The New York Times e reproduzida pelo Portal Uol, 27-02-2014.
"Eu odeio isso", disse Moya, operadora de telemarketing e mãe de dois filhos. Ela começou a armazenar sacolas plásticas em casa porque as sacolas de papel "estão sempre rasgando", disse ela. "É idiota e elas dificultam muito a nossa vida".
Companheiras dos consumidores durante meio século, atualmente as sacolas plásticas estão correndo perigo de desaparecer da Califórnia, onde um número crescente de políticos passou a considerá-las como um símbolo do desperdício ambiental.
Desde 2007, as sacolas plásticas foram proibidas em quase 100 municípios do estado, incluindo a cidade de Los Angeles, que no início deste ano se tornou a maior cidade dos Estados Unidos a adotar a proibição. As sacolas de papel, que são biodegradáveis e mais fáceis de reciclar, muitas vezes são disponibilizadas após o pagamento de uma pequena taxa.
Mas agora os parlamentares de Sacramento estão tentando transformar a Califórnia no primeiro estado norte-americano a aprovar uma proibição generalizada para essa embalagem ubíqua.
"Cada vez mais, têm ficado mais claros para o público os danos ambientais causados pelas sacolas plásticasproduzidas para serem utilizadas apenas uma vez", disse Alex Padilla, senador estadual que está patrocinando a legislação referente à proibição das sacolas plásticas em todo o estado da Califórnia. "Esse é o início da eliminação das sacolas plásticas de uso único – e ponto final".
A medida de Padilla proibiria as tradicionais sacolas plásticas descartáveis (ou de uso único) em supermercados, lojas de bebidas e outros locais onde elas marcaram presença durante muito tempo. Sacolas de papel e sacolas reutilizáveis mais robustas seriam disponibilizadas por uma taxa de US$ 0,10 com o objetivo de obrigar os consumidores a se lembrarem de trazer suas sacolas de lona de casa.
O argumento contra as sacolas plásticas é simples e – após mais de 150 comunidades dos Estados Unidos terem adotado algum tipo de lei contra elas – cada vez mais familiar. As sacolas plásticas são usadas uma ou duas vezes, mas podem durar até mil anos depois de descartadas.
Apenas uma pequena fração das sacolas plásticas é reciclada, em grande parte porque elas entopem as máquinas de triagem das usinas de reciclagem e, por isso, precisam ser separadas dos outros tipos de plástico. Muitas sacolas acabam presas a árvores ou em bueiros ou vão parar em aterros sanitários.
Foto: Portal Uol
Nos últimos anos, as proibições locais ao uso de sacolas plásticas se espalharam de São Francisco e Honolulu atéNorth Shore, em MassachusettsWashington, capital dos EUA, impôs uma taxa de US$ 0,05 e a cidade de Nova York considerou várias vezes cobrar pelas sacolas – a última vez, no ano passado, quando a proposta foi ignorada no final do período legislativo da cidade. O novo prefeito de Nova York, Bill de Blasio, manifestou apoio à proibição das sacolas plásticas.

A estudante Larissa Campos, 16, é a favor do fim da distribuição das sacolas nos supermercados. Nesta quarta (4), ela comprou uma sacola reutilizável. "Sou a favor da medida porque devemos poluir menos o planeta. Quero que meus filhos vivam num mundo melhor." 
Muitos consumidores se assustam com a ideia de ter que pagar por um produto que sempre foi gratuito. "Nós já estamos enfrentando dificuldades", disse Moya enquanto esperava na chuva por um táxi com suas sacolas de papel parcialmente desintegradas nas mãos, compradas por US$ 0,10 cada. "Os produtos que eu compro no supermercado já custam bastante dinheiro. E eu ainda tenho que pagar pelas sacolas?".
Os fabricantes de plásticos têm trabalhado arduamente para reduzir essa frustração. Até agora, o setor – que já gastou milhões de dólares para fazer lobby com os parlamentares – conseguiu derrotar os esforços destinados a aprovar proibições estaduais na Califórnia e em um punhado de outros estados norte-americanos.
Hilex Poly, uma das maiores fabricantes de sacolas plásticas do país, gastou sozinha mais de US$ 1 milhão para fazer lobby contra um projeto de lei que tinha como objetivo proibir as sacolas plásticas na Califórnia em 2010. Esse projeto fracassou, assim como outra tentativa feita em 2013.
Hilex Poly, sediada em Hartsville, no sul da Califórnia, fez doações políticas para todos os democratas do senado da Califórnia que se uniram aos republicanos na votação contra o projeto de lei do ano passado.
Mark Daniels, vice-presidente da Hilex Poly, disse que a proibição custaria ao Estado cerca de dois mil postos de trabalho.
"Isso vai custar aos californianos milhões e milhões de dólares", disse Daniels sobre a legislação vigente. "Eles vão ter que comprar milhões de sacolas supostamente reutilizáveis da China".
Mas o apoio à proibição vem crescendo constantemente no legislativo da Califórnia. Na quinta-feira passada, o jornal Los Angeles Times endossou a adoção de uma proibição estadual, e vários senadores que votaram contra a proibição no ano passado saíram em seu apoio agora.
Alguns ambientalistas dizem acreditar que agora é o momento certo para fazer pressão pela aprovação de proibições em todo o país, a começar pela Califórnia.
"Essa proibição é muito eficaz e ela também trará um bom custo-benefício", disse Kerrie Romanow, diretora de serviços ambientais de San Jose, na Califórnia.
Desde que a proibição às sacolas entrou em vigor em San Jose, em 2012, as sacolas plásticas jogadas no lixo --e que vão parar em bueiros durante tempestades, podendo contribuir para provocar inundações --diminuíram 89%. Em algumas partes do condado de Los Angeles, grandes lojas de varejo informaram uma queda no uso de sacolas de papel desde que a adoção de uma proibição semelhante, aliada a uma taxa de US$ 0,10 cobrada pelas sacolas de papel, entrou em vigor.
"As pessoas estão se adaptando muito rapidamente", disse Romanow. "Os dias em que os consumidores compravam uma única barra de chocolate e recebiam uma sacola plástica acabaram".
Abbi Waxman, que trabalha como roteirista de TV em Los Angeles, disse que tentou durante anos parar de usar as sacolas plásticas. Mas, apesar dos olhares de enviesados dos caixas de supermercado, ela raramente se lembrava de trazer suas sacolas de pano de casa.
"A mudança real só ocorreu quando eles começaram a me cobrar pelas sacolas de plástico. Foi aí que eu realmente passei a me lembrar de trazer as minhas sacolas de casa", disse Waxman, 43, que dia desses podia ser vista com meia dúzia de sacolas reutilizáveis na mão em um supermercado.
"Sem brincadeira: eu tenho cerca de 40 sacolas reutilizáveis em casa, pois eu me sinto tão culpada quando vou fazer compras sem elas que eu compro mais uma a cada vez que vou ao mercado", disse ela.
Daniels, vice-presidente da Hilex Poly, disse que as sacolas plásticas foram tachadas injustamente de bode expiatório para uma variedade de males ambientais. Segundo ele, as sacolas plásticas finas são reutilizadas – elas são usadas como sacolas para carregar alimentos e sevem de forro para latas de lixo, além de serem muito úteis na hora de coletar as fezes dos animais de estimação. Mas outros fabricantes de produtos plásticos começaram a abraçar as mudanças em seu setor.
"O setor será destruído se não se mostrar disposto a evoluir e mudar", disse Pete Grande, presidente da Command Packaging de Vernon, na Califórnia, que está começando a produzir sacolas mais resistentes e reutilizáveis a partir de plástico agrícola reciclado.
No ano passado, Grande se opôs ao projeto de lei para proibir as sacolas plásticas descartáveis na Califórnia. O mesmo fizeram os dois democratas que representam Vernon no senado estadual.
Este ano, todos eles apoiam o projeto de lei que permitirá que as lojas ofereçam sacolas plásticas mais duráveis, além de sacolas de papel, por uma pequena taxa quando os consumidores passarem pela fila do caixa.
"Nós vivemos durante milhares de anos sem sacolas plásticas descartáveis", disse Padilla, patrocinador do projeto. "Eu acredito que nós vamos ficar bem sem elas".

terça-feira, fevereiro 25, 2014

O homem que plantou uma floresta sozinho

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http://outras-palavras.net/outrasmidias/?p=16596


O homem que plantou uma floresta sozinho

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Numa ilha fluvial da Índia, acossada pela mudança climática, um exemplo heroico revela que é possível enfrentar desastres naturais
Por Ingrid Araújo, no Pensamento Verde
Dizem que um homem precisa fazer pelo menos uma das três coisas antes de morrer: ter um filho, escrever um livro ou plantar uma árvore. Jadav Payeng, morador de Assam, nordeste da Índia, pelo visto exagerou na terceira opção. Durante 30 anos o indiano plantou o equivalente a 540 hectares ou 800 campos de futebol oficiais, na Ilha de Majuli, no leito do rio Brahmaputra.
A ilha fluvial já sofreu erosões no solo arenoso e 70% dela já ficaram alagados devido aos impactos do aquecimento global que afetaram o rio Brahmaputra. Desde 1979 Payeng se preocupava com a precariedade da Ilha e desde então buscava soluções e apoio do governo local para evitar as enchentes e, principalmente, poupar a vida dos animais.”As cobras morreram no calor, sem qualquer cobertura arbórea. Alertei o departamento florestal e perguntei se eles poderiam plantar árvores lá”, relata o indiano.
A única solução encontrada pelas as autoridades era a de plantar bambu. Sem muito sucesso, Payeng disse que chorou debruçado sobre os animais mortos ao ver as tragédias. “Não havia ninguém para me ajudar. Ninguém estava interessado”, desabafa Payeng. O indiano não se conformou e logo procurou alguma alternativa para transformar a situação.
Jadav Molai Payeng
Payeng começou a cuidar da floresta sozinho plantando árvores e vivendo por muito tempo naquele banco de areia até a vegetação crescer e dar forma a floresta de “Molai Khatoni”. Desde os 16 anos, Payeng cuida da ilha, certa vez ele relatou a um jornal indiano que precisou trazer para a ilha algumas formigas vermelhas e outros animais que serviriam de alimento para conservar a vida da fauna local. “Depois de 12 anos, vimos urubus. As aves migratórias, também, começaram a afluir aqui. Cervos e gado atraíram predadores”, afirmou Payeng.
Para Payeng, a natureza tem uma próspera cadeia alimentar e por isso deve ser protegida pelos seres humanos. A história de Payeng é tão impactante que foi tema de um documentário sobre preservação da natureza. Veja o trailler da história contada pelo diretor Will MacMaster:

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PS MIMI
o homem que plantava árvores

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

E se um beija-flor pousar na sua janela?

carta maior


E se um beija-flor pousar na sua janela?

Vigilância Líquida, mais recente obra traduzida do autor polonês, estuda a crescente e muita vez perigosa demanda por "segurança" e sua ameça à política.


Léa Maria Aarão Reis
ista.edu
Depois de criar a consagrada expressão modernidadelíquida para a vida contemporânea – fluida, inconstante, insegura e insatisfatória – e a mesma conceituação para a pós-modernidade, uma modernidade tardia e “perturbadora” como a que vivemos hoje; e após inscrever vários best sellers sobre o assunto(Modernidade líquida, Amor líquido, Vida líquida e Medo líquido) na sua vasta obra literária, o polonês Zygmunt Bauman, 83 anos de idade e sempre transbordando de energia, publicou no Brasil, há apenas um mês, mais um volume do que podemos chamar de série - ou de coleção.
 
Vigilância líquida (Liquid Surveillance [A Conversation]), editado no Brasil pela Zahar, é o resultado de recentes conversas de Bauman, professor emérito das universidades de Varsóvia e de Leeds, na Grã Bretanha, com o amigo David Lyon, professor da Universidade de Queens, no Canadá, que assim como ele também é sociólogo e estuda os mecanismos de controle e vigilância da sociedade, no caso a sociedade líquida, e as demandas de “segurança” crescentes – muitas delas artificiais, como as que procuram classificar como terrorismo determinadas manifestações políticas - estimuladas por empresas de tecnologia ou, com frequência, pelos interesses de ocasião de grupos e partidos políticos.
 
O objetivo do livro, segundo Bauman e Lyon, é a compreensão crítica da nossa sociedade pontilhada de câmeras de vídeo, por exemplo, que se multiplicam nos espaços públicos. É sobre a vigilância que aumenta sobre os indivíduos quando fazem suas compras mais rotineiras. O controle originado na participação nas redes sociais, no twitterfacebook (“o privado é público, é algo a ser celebrado e consumido tanto por incontáveis ‘amigos’ quanto por ‘usuários’ ocasionais”, lembram os autores) ou uma simples busca, uma pesquisa no google que resulta no monitoramento, sem o nosso conhecimento, da intimidade de cada um. Os “fragmentos de dados pessoais obtidos para um objetivo são facilmente usados para outro fim”.
 
Todo este imensurável material, arquivado em gigantescos bancos de dados de perfis,está prontos para ser usado e manipulado a qualquer momento. Em um aeroporto, durante uma inocente viagem de férias, em um check in de hotel ou numa abordagem policial. Bancos de dados que fazem dos mecanismos de controle daquele futuro pintado por Orwell um ameno refresco de laranja. Mas, ao mesmo tempo, assim como em 1984estamos todos (ou estaremos) perfilados à revelia e controlados por um poder já hoje invisível.
 
David Lyon escreve: “Somos permanentemente checados, monitorados, testados, avaliados, apreciados e julgados.” E lembra: vigilância para proteção é uma coisa; vigilância para controle, outra.
 
Os acessos online, as senhas para ingressar em prédios comerciais e mesmo residenciais (esses, já há tempos de uso comum nas grandes cidades dos países centrais), os cartões de controle em código, o login, a leitura de impressões digitais em bancos, a apresentação de documento de identidade requerida com frequência cada vez maior, enfim, a “vigilância é uma dimensão central da modernidade”, diz Bauman, concluindo sobre essa invasão (des)controlada. E a própria invasão, líquida e fluida por sua vez, e por isto mesmo despercebida pelos ingênuos e pelos distraídos, exerce controle e vigilância permanente, se infiltrando e se espalhando em todas as áreas da vida líquida e “perturbadora”, no dizer de Lyon.
 
Mas além desse tipo de modernidade que tem se “liquidificado” (como define Bauman), em novas e diferentes maneiras, e para além do mantra de Marx e Engels do “tudo que é sólido se desmancha no ar” e do ambiente perigoso do deleto, desconecto, bloqueio, os dois sociólogos trazem suas reflexões, em Vigilância líquida, para um outro aspecto do controle/vigilância invisível - o político, tão ou mais perigoso da inquietante atualidade.
 
Mídias sociais e drones; a aterrorizante vigilância pan-ótica (no caso, pós-pan-ótica) criada na arquitetura de prisões de última geração; a (in) segurança no cotidiano; o consumismo e a classificação social (ser um árabe ou um muçulmano, hoje, pode ser um problema em qualquer aeroporto ou fronteira; e, dependendo do momento da chamadaconjuntura, o mesmo ocorre para um latino-americano: um mexicano, um venezuelano, por exemplo, num aeroporto dos Estados Unidos). Estes são temas do livro publicado agora.
 
Concluindo a conversa entre Bauman e Lyon, considerações sobre Ética e Esperança. “A vigilância digital é uma espada afiada cuja eficiência ainda não sabemos como reduzir”, escreve o pensador polonês. “É uma espada com dois gumes que ainda não sabemos manejar com segurança.”
 
No aspecto político, evidentemente o 11 de setembro foi um marco fundamental para a expansão desordenada das novas tecnologias de espionagem e vigilância. No seu livro, Bauman sublinha “o aumento espetacular do número de drones reduzidos ao tamanho de uma libélula ou de um beija-flor confortavelmente empoleirado no peitoril de uma janela; ambos (drone e beija-flor) destinados, na saborosa expressão do engenheiro espacial americano Greg Parker, a ‘desaparecer em meio à paisagem’.
 
Ele relembra que mais de 1900 insurgentes nas áreas tribais do Paquistão foram mortos por drones americanos – os famosos predators – desde 2006.
 
Reduzidos agora ao tamanho de pássaros, mas preferivelmente de insetos - os designersmilitares já trabalham nesses drones mais avançados. Os movimentos de voo das mariposas, por exemplo, são mais fáceis para a tecnologia imitar do que o bater de asas dos pássaros.
 
Pergunta-se, enquanto as mariposas não entram em cena – ou melhor, na paisagem: o que você fará se, de repente, um dia, um beija-flor vier e pousar na sua janela?
 
Para Bauman, vive-se a época do divórcio entre o Poder e a Política – pelo menos na Europa onde, mesmo ainda eficiente comparado aos padrões nacionais, o sistema do bem-estar social está sendo desmantelado. “Poder e Política estão se separando (...) e a política parece irrelevante para os problemas e temores da vida das pessoas. O Estado perdeu Poder e não consegue manter e cumprir as promessas feitas há 50 anos; sem ele, oferece-se cada vez menos aos cidadãos.”
 
Para Zygmunt Bauman, a qualidade da democracia, que viveu sua época de ouro há meio século, está hoje em decadência. Uma visão eurocentrista a registrar o que se passava, na época, no velho continente europeu. O oposto do que vivemos, então, no Brasil e no continente sul-americano.
 
Na cena da realidade atual onde, segundo o sociólogo, “estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo”, Bauman repisa dois dos conceitos básicos do seu pensamento – a segurança e a liberdade. Sem a segunda a primeira é “escravidão”, em suas palavras. Mas para alcançar a segurança é preciso entregar um pouco da liberdade. Ganha-se algo por um lado, perde-se pelo outro. “E ninguém encontrou ainda a fórmula de ouro da mistura perfeita,” diz ele.
 
O que não significa que, livre, o indivíduo encontre a forma suprema da segurança na (in)segurança.
 
Otimista, e criticando os falsos gurus de hoje que ganham fortunas escrevendo livros e dando cursos sobre como encontrar a felicidade, Bauman conclui em Vigilância líquida: “A história não vai destruir nossas esperanças – desde que escutemos seu aviso.”
 
Ou que o tal beija-flor não pouse, de repente, no peitoril da nossa janela.
 
 
Em tempo: esta semana, Edward Snodewn observou a propósito da questão da vigilância de massa digital:
 
"Hoje, uma pessoa comum não pode pegar o telefone , enviar e-mail a um amigo ou encomendar um livro sem  registrarem suas atividades que estão sendo criados em arquivos e analisados por pessoas com autoridade para colocá-lo na cadeia. Eu sei: eu sentei naquela mesa. Eu digitei os nomes.

Quando sabemos que estamos sendo observados nós nos impomos restrições sobre nosso comportamento - mesmo atividades claramente inocentes - da mesma forma como se nós fossemos obrigados a fazê-lo. Os sistemas de vigilância em massa de hoje, os sistemas que preventivamente automatizam a captura indiscriminada de registros privados, constituem uma espécie de vigilância do tipo máquina do tempo - uma máquina que simplesmente não pode funcionar sem violar nossa liberdade. E isto permite que os governos examinem cada decisão que você já fez, cada amigo com quem você já falou. Mesmo um erro bem-intencionado pode transformar uma vida de cabeça para baixo.

Para preservar as nossas sociedades livres temos de nos defender não só contra inimigos distantes, mas contra as políticas domésticas." (Ou seja, nacionais/N. R.)

domingo, fevereiro 16, 2014

Países de unem contra tráfico de animais silvestres

o eco
http://www.oeco.org.br/noticias/28012-paises-de-unem-contra-trafico-de-animais-silvestres


Países de unem contra tráfico de animais silvestres
Vandré Fonseca - 14/02/14

RonocerontesMedidas podem ajudar a reduzir a morte de rinocerontes-negros da África do Sul, vítimas da caçadores que buscam os chifres do animal. Crédito: © Martin Harvey / WWF-Canon.
Líderes de 46 países se comprometeram a ‘“tomar ações decisivas e urgentes” para combater o tráfico internacional de espécies selvagens. A “Declaração de Londres” foi assinada essa semana, na capital inglesa, após dois dias de negociações a portas fechadas. Entre as medidas que as nações se comprometeram a adotar estão ações para erradicar o mercado de produtos oriundos da caça ilegal, acordos para fortalecer a aplicação das leis e promoção de alternativas sustentáveis para a sobrevivência e o engajamento das populações locais na luta contra a caça ilegal de animais selvagens.
A reunião foi acompanhada por organizações não-governamentais que lutam contra o tráfico internacional de espécies e também por instituições que podem agir ou oferecer recursos para combater esse tipo de crime. O Fundo Mundial para o Meio Ambiente (WWF) e a Traffic, rede internacional que monitora o tráfico de animais e plantas, divulgaram uma nota onde acolhem a declaração. Segundo as organizações, o documento reconhece as graves consequências econômicas, sociais e ambientais do  tráfico internacional da fauna e da flora, destacando que a caça ilegal e o tráfico estão sendo controlados por organizações criminosas que minam o estado de direito, a boa governança e encorajam a corrupção.
Para a conselheira-chefe para espécies do WWF do Reino Unido, Heather Sohl, os governos que assinaram a declaração enviaram uma forte mensagem: “Crime contra a vida selvagem é um crime sério e tem que ser interrompído. Esse tráfico assola populações de espécies, mas também tira a vida de guardas-florestais, impede o desenvolvimento econômico dos países e desestabiliza a sociedade por meio da corrupção”, afirmou. Heather Sohl acrescentou que existe uma crise que precisa de atenção global urgente. Para ela é preciso garantir apoio político para a nomeação de um representante especial das Nações Unidas para tratar do tema.
Entre os países que assinaram a declaração estão alguns dos mais impactados pela caça ilegal de elefantes, como a República Democrática do Congo, o Gabão, o Quênia e a Tanzânia. Outros países, que representam pontos de passagem do marfim que vai da África para a Ásia assinaram, como Togo, Filipinas, Malásia e, o maior mercado ilegal do marfim, a China. África do Sul, Moçambique e Vietnã, afetados pela caça dos rinocerontes, também participaram das negociações e aceitaram o acordo.
Para o diretor-executivo da Traffic, Steven Broad, a Declaração de Londres foi um claro apelo para que os países cumpram seu papel no combate “às redes organizadas criminosas que estão destruindo ícones mundiais da vida selvagem, desestabilizando nações e a segurança internacional”. Para ele, a chave para apoiar os esforços são as ações voltadas para o mercado consumidor e a cadeia de abastecimento, que podem reduzir a demanda por produtos de origem na caça ilegal. "Nosso desafio agora é manter a pressão e ajudar a traduzir esta atenção em ação organizada, para colocar compromissos corajosos da Declaração em ação”, afirmou.