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terça-feira, dezembro 03, 2013

José Pacheco: “Brasil despreza seus educadores geniais”

OP
http://outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/jose-pacheco-brasil-despreza-seus-educadores-geniais/

José Pacheco: “Brasil despreza seus educadores geniais”

Jose-Pacheco
Criador da Escola da Ponte, em périplo pelo país, afirma: “além de Paulo Freire, outros brasileiros poderiam revolucionar ensino; burocracia estatal os sufoca”
Por Simone Harnik, no Uol Educação
Idealizador da Escola da Ponte, em Portugal, instituição que, em 1976, iniciou um projeto no qual os estudantes aprendem sem salas de aula, divisão de turmas ou disciplinas, o educador português José Pacheco afirma que as escolas tradicionais são um desperdício para os estudantes e os professores.
“O que fiz por mais de 30 anos foi uma escola onde não há aula, onde não há série, horário, diretor. E é a melhor escola nas provas nacionais e nos vestibulares”, diz. “Dar aula não serve para nada. É necessário um outro tipo de trabalho, que requer muito estudo, muito tempo e muita reflexão.”
Aos 58 anos, o professor que classifica autores como Jean Piaget como “fósseis”, fez uma peregrinação pelo país. No trabalho de prospecção de boas iniciativas em colégios brasileiros, Pacheco só não conheceu instituições do Acre e do Amapá e diz ter somado cerca de 300 voos no último ano.
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Com a experiência das viagens, escreveu dois livros de crônicas: o “Pequeno Dicionário de Absurdos em Educação”, da editora Artmed, e o “Pequeno Dicionário das Utopias da Educação”, da editora Wak. Aponta ainda que a educação brasileira não precisa de mais recursos para melhorar: “O Brasil tem tudo o que precisa, tem todos os recursos e os desperdiça”. Veja a entrevista:
Em suas andanças pelo país, qual o absurdo que mais chamou sua atenção?
O maior absurdo é que a educação do Brasil não precisa de recursos para melhorar. O Brasil tem tudo o que precisa, tem todos os recursos e os desperdiça.
Desperdiça como?
Pelo tipo de organização. A começar pelo próprio Ministério da Educação. Eu brinco, por vezes, dizendo que o melhor que se poderia fazer pela educação no Brasil era extinguir o Ministério da Educação. Era a primeira grande política educativa.
Qual o problema do ministério?
Toda a burocracia do Ministério da Educação que se estende até a base, porque a burocracia também existe nas escolas, à imagem e semelhança do ministério. No próprio ministério, o contraste entre a utopia e o absurdo também existe. Conheço gente da máxima competência, gente honesta. O problema é que, com gente tão boa, as coisas não funcionam porque o modo burocrático vertical não funciona. É um desperdício tremendo.
Como resolver?
Teria de haver uma diferente concepção de gestão pública, uma diferente concepção de educação e uma revisão de tudo o que é o trabalho.
O que teria de mudar na concepção de educação?
O essencial seria que o Brasil compreendesse que não precisa ir ao estrangeiro procurar as suas soluções. Esse é outro absurdo. Quais são hoje os autores que influenciam as escolas? Vygotsky [Lev S. Vygotsky (1896-1934)], Piaget [Jean Piaget (1896-1980)]? Não vejo um brasileiro. Mas podem dizer: “E Paulo Freire?”. Não vejo Paulo Freire em nenhuma sala de aula. Fala-se, mas não se faz.
Identifiquei, nos últimos anos, autores brasileiros da maior importância que o Brasil desconhece. Esse é outro absurdo. Quem é que ouviu falar de Eurípedes Barsanulfo (1880-1918)? De Tomás Novelino (1901-2000)? De Agostinho da Silva (1906-1994)? Ninguém fala deles. Como um país como este, que tem os maiores educadores que eu já conheci, não quer saber deles nem os conhece?
Há 102 anos, em 1907, o Brasil teve aquilo que eu considero o projeto educacional mais avançado do século 20. Se eu perguntar a cem educadores brasileiros, 99 não conhecem. Era em Sacramento, Minas Gerais, mas agora já não existe. O autor foi Eurípedes Barsanulfo, que morreu em 1918 com a gripe espanhola. Este foi, para mim, o projeto mais arrojado do século 20, no mundo.
O que tinha de tão arrojado?
Primeiro, na época, era proibida a educação de moços e moças juntos. Só durante o governo Getúlio Vargas é que se pôde juntar os dois gêneros nos colégios. Ele [Barsanulfo] fez isso. Ele tinha pesquisa na natureza, tinha astronomia no currículo oficial. Não tinha série nem turma nem aula nem prova. E os alunos desse liceu foram a elite de seu tempo. Tomás Novelino foi um deles e Roberto Crema, que hoje está aí com a educação holística global, foi aluno de Novelino.
Por que o senhor fala desses autores?
Digo isso para que o brasileiro tenha amor próprio, compreenda aquilo que tem para que não importe do estrangeiro aquilo que não precisa. É um absurdo ter tudo aqui dentro e ir pegar lá fora.
Qual foi a maior utopia que o senhor viu?
O Brasil é um país de utopias, como a de Antônio Conselheiro e a de Zumbi dos Palmares. Fui para a história, para não falar em educação. Na educação, temos Agostinho da Silva, que é um utópico coerente, cuja utopia é perfeitamente viável no Brasil. Ou seja, é possível ter uma educação que seja de todos e para todos. O Brasil, dentro de uns 30 ou 40 anos, será um país bem importante pela educação. São os absurdos que têm de desaparecer, para dar lugar à concretização das utopias. Acredito nisso, por isso estou aqui.
 Os professores são resistentes às mudanças? 
Os professores são um problema e são a solução. Eu prefiro pensar naqueles professores que são a solução, conheço muitos que estão afirmando práticas diferentes.
Práticas diferentes como a da Escola da Ponte?
Não são “como”, mas inspiradas, com certeza. São práticas que fazem com que a escola seja para todos e proporcione sucesso para todos.
Dentro da escola tradicional, onde ocorre o desperdício de recursos?
Se considerarmos o dinheiro que o Estado gasta por aluno, daria para ter uma escola de elite. Onde o dinheiro se desperdiça? Por que em uma escola qualquer, que tem turmas de 40 alunos, a relação entre o número de professores e de alunos é de um para nove? Por que os laudos e os atestados médicos são tantos? Porque a situação que se criou nas escolas é a do descaso. Esse é um absurdo.
Onde mais ocorre o desperdício nas escolas?
O desperdício de tempo também é enorme em uma aula. Pelo tipo de trabalho que se faz, quando se dá aula, uma parte dos alunos não tem condições de perceber o que está acontecendo, porque não têm os chamados pré-requisitos, e se desliga. Há um outro conjunto de crianças que sabem mais do que o professor está explicando – e também se desliga. Há os que acompanham, mas nem todos entendem o que o professor fala. Em uma aula de 50 minutos, o professor desperdiça cerca de 20 horas. Se multiplicarmos o número de alunos que não aproveitam a aula pelo tempo, vai dar isso.
O desperdício maior tem a ver com o funcionamento das escolas. Os professores são pessoas sábias, honestas, inteligentes e que podem fazer de outro modo: não dando aula, porque dar aula não serve para nada. É necessário um outro tipo de trabalho, que requer muito estudo, muito tempo e muita reflexão.
As famílias não estão acostumadas com escolas que não têm classe, professor ou disciplinas. Querem o conteúdo para o vestibular. Como se rompe com esse tipo de mentalidade?
Pode-se romper mostrando que é possível. Eu falo do que faço, e não de teorias. O que fiz por mais de 30 anos foi uma escola onde não há aula, onde não há série, horário, diretor. E é a melhor escola nas provas nacionais e nos vestibulares. Justamente por não ter aulas e nada disso.
Por que uma escola que não tem provas forma alunos capazes de ter boas notas em provas e concursos?
Exatamente por ser uma escola, enquanto as que dão aulas não são. As pessoas têm de perceber que não é impossível. E mais, que é mais fácil. Posso afirmar, porque já fiz as duas coisas: estive em escolas tradicionais, com aulas, provas, com tudo igualzinho a qualquer escola; e estive também 32 anos em outra escola que não tem nada disso. É mais fácil, os resultados são melhores.
Na concepção do senhor, o que é uma boa escola?
É a aquela que dá a todos condições de acesso, e a cada um, condições de sucesso. Sucesso não é só chegar ao conhecimento, é a felicidade. É uma escola onde não haja nenhuma criança que não aprenda. E isso é possível, porque eu sei que é. Na prática.
O professor que está em uma escola tradicional tem espaço para fazer um trabalho diferente? O senhor vê espaço para isso?
Não só vejo, como participo disso. No Brasil, participei de vários projetos onde os professores conseguiram escapar à lógica da reprodução do sistema que lhe é imposto. Só que isso requer várias condições: primeiro, não pode ser feito em termos individuais; segundo, a pessoa tem de respeitar que os outros também têm razão. Se, dentro da escola, os processos começam a mudar e os resultados aparecem, os outros professores se aproximam. Não tem de haver divisionismo.
O senhor acha que a mudança na estrutura da escola poderia partir do poder público ou depende da base?
Acredito que possa partir do poder público, mas duvido que aconteça. As secretarias têm projetos importantes, mas são de quatro anos. Uma mudança em educação precisa de dezenas de anos. Precisa de continuidade. E isso é difícil de assegurar em uma gestão. Precisa partir de cada unidade escolar e do poder público juntos.

domingo, novembro 03, 2013

Os reis dos mares

fapesp
http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/10/17/os-reis-dos-mares/

Os reis dos mares

Portugueses realizaram as grandes navegações mesmo sem a melhor matemática conhecida nos séculos XV e XVI
NELDSON MARCOLIN | Edição 212 - Outubro de 2013

© LIVRO DAS ARMADAS DAS ÍNDIAS (1665)
Representação de 12 das 13 naus da armada de Pedro Álvares Cabral, que consta no Livro das armadas da Índia (1665)
Representação de 12 das 13 naus da armada de Pedro Álvares Cabral, que consta no Livro das armadas da Índia (1665)
As navegações da época dos descobrimentos, nos séculos XV e XVI, dependiam basicamente de conhecimentos astronômicos. Estes, por sua vez, eram fundados na matemática. Quando portugueses e espanhóis iniciaram a era das grandes conquistas, a matemática mais avançada não havia chegado aos reinos da península Ibérica. O que eles praticavam era baseado na aritmética, na geometria e na astronomia da Antiguidade.
A matemática começava a tomar novos rumos, especialmente na Inglaterra com os monges filósofos como Roger Bacon, Thomas Bradwardine, Guilherme de Ockham e com os estudos realizados no Merton College, escola que deu origem à Universidade de Oxford. De acordo com a historiografia do período, esse desenvolvimento ocorreu a partir de 1096 graças ao contato com a cultura muçulmana ocasionado pelas Cruzadas, o nome pelo qual as guerras de reconquista cristã contra os mouros ficaram conhecidas. Os muçulmanos haviam preservado e estudado o legado grego ao mesmo tempo que incorporaram elementos da cultura hindu.
Nos séculos XV e XVI, a astronomia usada pelos navegantes portugueses ainda tinha como base o sistema planetário criado por Ptolomeu, descrito no livro Almagesto (século II), e o trabalho de cosmografia Tratado da esfera (século XIII), do monge John de Sacrobosco, segundo o matemático Ubiratan D’Ambrosio, estudioso da história da matemática e hoje professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ambos, Ptolomeu e Sacrobosco, estavam superados se comparados ao que os ingleses já haviam escrito sobre o estudo dos movimentos.
© MARIO TADDEI ANCIENT BOOKS COLLECTION
wTratado da esfera (século XIII), de Sacrobosco, livro importante para os navegantes portugueses
Tratado da esfera (século XIII), de Sacrobosco, livro importante para os navegantes portugueses
Ainda assim os portugueses foram muito bem-sucedidos em boa parte graças às ações do infante dom Henrique no século XV. Ele foi o patrono dos descobrimentos ao estabelecer o que hoje seria chamado de estratégia de desenvolvimento científico e tecnológico na região de Sagres, com a criação de técnicas de navegação e incentivos à indústria marítima. “O desenvolvimento da caravela, navio estável, ágil, rápido e mortífero, foi um grande projeto tecnológico”, diz D’Ambrosio.
A lista de conquistas é impressionante: Ceuta foi dominada em 1415, Gil Eanes superou o cabo Bojador em 1434, Bartolomeu Dias dobrou o cabo da Boa Esperança em 1488, Vasco da Gama abriu caminho para as Índias em 1499, Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil em 1500 e Fernão de Magalhães encontrou a passagem para o oceano Pacífico em 1520. Sem contar o desembarque na América do genovês Cristóvão Colombo a serviço da Espanha em 1492.
Como tantos triunfos podem ter ocorrido mesmo com um conhecimento matemático menos avançado do que o existente no restante da Europa? “Entre os navegantes alguns conheciam astronomia prática, outros sabiam fazer cálculos e havia os que estudaram cartografia”, explica D’Ambrosio. “Mesmo rudimentar, esse conhecimento se acumulou e se organizou em Portugal e ajudou nas navegações.”
© HISTORY OF THE USA BY BENJAMIN ANDREWS
Réplicas dos navios Pinta, Nina e Santa Maria, de Colombo, em foto de 1893, nos Estados Unidos
Réplicas dos navios Pinta, Nina e Santa Maria, de Colombo, em foto de 1893, nos Estados Unidos
D’Ambrosio ressalta a diferença entre o conhecimento matemático na península Ibérica e o praticado nos demais reinos. No caso das navegações, o interesse estava voltado para a geometria. Os algarismos arábicos só foram utilizados em Portugal a partir do século XV, embora já no XII eles tenham se disseminado pela Europa por trazer mais facilidades para o comércio.
Apesar do raro intercâmbio com outros reinos, Portugal atraía personalidades que se tornaram importantes. Em 1475, Colombo encontrou em Lisboa seu irmão, o cartógrafo Bartolomeu Colombo, que vivia lá. O alemão Martin Behaím, de Nuremberg, foi à região em 1480 e introduziu a trigonometria no país. Ao voltar para sua cidade em 1492, Behaím apresentou o Erdapfel, o primeiro globo terrestre conhecido.
Para D’Ambrosio, o relativo isolamento de Portugal dos conhecimentos que circulavam na Europa se explica pelo fato de o país ter se fechado depois de expulsar os invasores mouros no século XIII. “A abertura para as informações técnicas e científicas já disponíveis só ocorreu com a grande reforma na Universidade de Coimbra, em 1772”, diz ele.

sexta-feira, outubro 18, 2013

Memo to sceptics of a low-carbon world – 'it's happening'

guardian
http://www.theguardian.com/environment/blog/2013/oct/10/low-carbon-world-sceptics-climate-change

Memo to sceptics of a low-carbon world – 'it's happening'

From the Bangladeshi solar boom to Middlesbrough FC's wind power plan, see how the world is acting on climate change in the annual 'it's happening' photo gallery
10:10 global its happening campaign : Renewable in Portugal
Portugal now gets 70% of its power from renewable sources – 46 countries use at least 60% clean electricity. Photograph: Rui Rebelo/10:10
This year, the US is on track to install one solar energy system every four minutes. Not bad you might think, especially in a country where powerful oil and gas interests are keen to block progress on clean energy.
But there is a country that knocks the baseballing nation for a cricketing six – Bangladesh.
Late last year, the award-winning renewable energy scheme Grameen Shakti celebrated the installation of its 1 millionth home solar energy system – and that in one of the world's poorest counties. That's one every 90 seconds.
Individual examples of this sort of practical, grassroots climate action are impressive and inspiring, but rarely reported.
So this year, we're publishing our second annual "it's happening" gallery designed to inspire, excite and counter the insidious narrative from the climate sceptics and go-slowers, that the UK is engaged in some kind of unique and isolated climate folly.
It's not an exhaustive survey of global climate action, we make no claims for its comprehensiveness. It is a ticker tape of examples from around the world of individuals, communities, businesses and yes even other countries putting in place the building blocks of a low-carbon world.
Some are on a grand scale – such as Spain's concentrated solar power stations which, by super-heating molten salts that hold their heat for many hours, can generate clean power from the sun at night. In France, the next generation of the TGV will use 20% less energy and carry 25% more passengers.
Some examples are simply charming: the rhinos at Whipsnade zoo now wallow in a renewably heated pool.
Of course these collectively are nowhere near the carbon cuts we need. While some are significant, others are pinpricks. The point here though is not the combined clean kilowatt hours generated or the total CO2 saved.
There are plenty of sobering presentations by eminent academics which will show you the forbidding scale of the cuts we must make. Alongside this sort of serious assessment of the task at hand, and the recent sobering IPCC report, we need a positive vision of what a low-carbon world might look like.
Campaigners are great at policy roadmaps for the low-carbon transitions of this or that sector (I've written a few myself). This is not one of those. Instead it offers a glimpse of the world as it can be, showing that those mountainous IPCC graphs can be climbed and that people are setting off on their own journey to scale them. They are not waiting for Nigel Lawson and Peter Lilley to see scientific sense or for the Treasury to decide it's cost effective.
10:10 global its happening campaign : cycle lane in Brighton
Humanity has the ability to tackle climate change – it just lacks the inclination. Alongside a fear of the consequences of inaction must come an optimistic sense that "doing it low-carbon" is not just possible but often better; and far from treading a lonely path, we are part of a global community taking practical action. Climate sceptics seek not only to cast doubt on the science but also to convince us we are alone in our endeavour.
These examples show communities taking action to tackle climate change whether or not the world's governments get their act together and come up with a global agreement (though it would make things easier if they did). Perhaps we could call this climate optimism – a full appreciation of the gravity of the science, combined with faith in the ability of humanity to come up with a solution, and a willingness to get stuck in to make it happen.
A few years ago the only signs that we were moving to a low-carbon future were compact florescent lightbulbs and the odd hydrid car. Now the world around us is (all too slowly) learning how to go low-carbon. From the transformation of much loved icons of the community – Middlesbrough FC will soon be powered by wind – to other invisible but no less important changes, such as Bath converting its streetlights to highly efficient LEDs. Or Chicago, which is doing the same to its traffic lights. Then there's Portugal, which now gets 70% of its power from renewable sources.
10:10 global its happening campaign : Middlesborough FC wind power
And 10:10's own Solar Schools programme is making a difference too.
"It's happening" is nothing more or less than a collection of carbon cutting actions that get us out of bed in the morning, or that we email round the office.
They are collected together so that carbon cutters everywhere can share their favourites with friends, colleagues and family.
• Dave Timms is acting executive director of 10:10

segunda-feira, setembro 30, 2013

'Urbanismo e Alterações Climáticas'


Assunto: 02 de outubro: 'Urbanismo e Alterações Climáticas' no "Às quartas, às 17h00, na APA"

Ilustres:

No próximo dia 02 de Outubro, pelas 17h00, na Agência Portuguesa do Ambiente, João Pedro Costa, Arquiteto, apresentará o livro Urbanismo e adaptação às alterações climáticas.

A adaptação às alterações climáticas é uma agenda emergente. À medida que a comunidade científica avança com cenários de transformação do clima a médio e longo prazo, as ciências do território são confrontadas com a necessidade de avaliar as suas consequências e de as incorporar no processo de planeamento. Mais do que novas realidades estáveis, o encontro entre estas áreas do saber, interdisciplinares, vem concretizar o planeamento e projeto no contexto de incerteza que caracteriza a terceira modernidade.

Esta obra foca-se nas frentes de água, um campo suficiente para introduzir a nova problemática. Suportados por uma leitura de casos internacionais e complementados por uma primeira aproximação à realidade em Lisboa, são propostos oito desafios para o cruzamento de disciplinas na cidade e no território.
O encontro do urbanismo com a adaptação às alterações climáticas está no terreno e faz-se acompanhar de várias questões.
É ainda tempo de olhar para o lado?

João Pedro Teixeira de Abreu Costa (Lisboa, 1970) é arquiteto, professor na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa e professor visitante da Universidade de Barcelona. É diretor do Jornal Arquitecturas, que fundou em 2005, e autor de diversas publicações, publicando o seu segundo livro com os Livros Horizonte, na sequência do Bairro de Alvalade – um paradigma no urbanismo português, que vai na sua 4ª edição.

Informações relativas a este evento, incluindo as sucessivas apresentações, encontram-se disponíveis no site da Agência Portuguesa do Ambiente, podendo-se aceder, diretamente, através do link seguinte:
O próximo convidado será convidado será Maria João Pereira (09 de Outubro) que apresentará o tema Morcegos - infindável diversidade ecológica.
Estas conferências são abertas a todo o público interessado, decorrem no auditório da APA, Av. Almirante Gago Coutinho, 30, em Lisboa e não necessitam de inscrição prévia.

Cordialmente
Francisco Teixeira
Diretor do Departamento de Comunicação e Cidadania Ambiental
cid:image006.jpg@01CEBBA9.14FC0190
PORTUGUESE ENVIRONMENT AGENCY
Rua da Murgueira, 9/9ª Zambujal
Ap. 75 85 2611-865 AMADORA PORTUGAL
Tel: (351) 21 472 83 00  Fax: (351)21 472 14 57
P Pense bem se tem mesmo de imprimir este e-mail.

sexta-feira, setembro 27, 2013

Participa na votação "concurso de fotografia 2013

---------- Forwarded message ----------
From: ASPEA Joaquim Ramos Pinto <joaquim.pinto@aspea.org>
Date: 2013/9/27
Subject: [REDELUSO] Participa na votação "concurso de fotografia 2013 entre a ria e o mar" promovido pela ASPEA
To: Rede LUSÓFONA <RedeLusofona@yahoogrupos.com.br>





Boa tarde

Contamos com a vossa colaboração para a participação na votação no concurso de fotografia promovido pela ASPEA.
Vota nas melhores fotografias que gostarias de ver utilizadas em postais para o 3º Lusófono.

Abraço
Joaquim Ramos Pinto


quarta-feira, setembro 25, 2013

joaquim ramos pinto comenta


II Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos
Brasil, Mato Grosso, Cuiabá, UFMT | 11 de setembro de 2013

Breves palavras da sessão de encerramento e apresentação do 3º Lusófono 2015 - Portugal
Joaquim Ramos Pinto | joaquim.pinto@aspea.org
Presidente ASPEA / RedeLUSO



Reforçando o compromisso para dar continuidade ao espaço de debate e troca de experiências e saberes nas comunidades lusófonas tenho o prazer de apresentar o 3º Congresso Internacional de Educação Ambiental das Comunidades e dos Países Lusófonos.

Mas, antes, gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer à organização da 21ª edição do SEMIEDU/ UFMT por acolher este evento neste destacado espaço de debate e trocas de saberes. Este foi um lugar onde a partilha dos conhecimentos e das ricas experiências entre os participantes do espaço lusófono, contribuindo para fortalecer o trabalho numa conjugação de todas e todos aqueles que querem maior diálogo e mais justiça.

Numa mistura de grande satisfação, e consciente da responsabilidade que é a realização do 3º Congresso Lusófono de EA, gostaria, em representação da Comissão Organizadora formada pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental e da Câmara Municipal da Murtosa, informar que assumimos o compromisso de continuidade chamando todas as pessoas, organizações e entidades que estiveram presentes nas organizações dos eventos anteriores e todas aquelas que se pretendam associar a esta grande comunidade.

Desta forma, para a organização do 3º Congresso Internacional de Educação Ambiental das Comunidades e dos Países Lusófonos, pretendemos organizar grupos de trabalho a partir das propostas que resultaram deste 2º Lusófono, as quais vamos resgatar das conclusões, não esquecendo o GT da Juventude, entre outros, que reclamou um espaço e que considero importante para a mobilização dos jovens. Iremos partilhar e sociabilizar todo o processo de construção do 3º Lusófono nas redes e espaços de comunicação existentes, entre eles a lista da RedeLUSO, Facebook e Blog da Rede Lusófona. Queremos que este seja um processo participativo envolvendo todas as pessoas, todas as redes e instituições ligadas ao campo da Educação Ambiental. Estamos conscientes que esta mobilização será uma tarefa difícil e por isso contamos com a colaboração de todas as pessoas interessadas.

Aqui, gostaria, mais uma vez, de exprimir o meu agradecimento à Professora Michèle Sato, incansável, apesar de todas as adversidades, por ajudar a manter vivos os diferentes espaços de comunicação e participação na Rede Lusófona, entre eles este encontro. Pois todos temos de reconhecer que organizar um evento desta natureza é um acto de coragem e de dedicação a causas tão nobres como: o fortalecimento da Educação Ambiental, a aproximação das comunidades lusófonas e a partilha de experiências e conhecimentos sobre temas da atualidade que permitem traçar novos caminhos e encontrar novas direcções com vista à construção de sociedades mais sustentáveis.

Antes de terminar gostaria de lembrar e reforçar alguns dos principais objetivos dos Encontros e Congressos Lusófonos de Educação Ambiental na expectativa de que possam ser um fio condutor à construção do 3º Congresso Internacional de Educação Ambiental das Comunidades e dos Países Lusófonos, onde incluímos a região da Galiza.



1º-Promover a divulgação de projetos de investigação científica, a troca de experiências pedagógicas, a partilha de projetos comunitários e o reforço das redes nas áreas da Educação Ambiental, Cooperação e Desenvolvimento;

2º-Promover a cooperação entre atores educativos das comunidades lusófonas capacitando-os para atuar ativamente na sustentabilidade local em articulação com a Rede PlanTEA – Rede Planetária do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global;

3º-Reforçar o papel político da Educação Ambiental, considerando a educação e o ambiente como “a chave para uma democracia do bem comum e dos bens comuns”, como referiu Pablo Meira na sua intervenção, no sentido de promover novas formas de governança em diferentes tipos de organizações políticas e da sociedade civil através de metodologias participativas e de decisão democrática.

Estou certo que com este tipo de acções podemos reforçar e dar seguimento aos debates que se têm vindo a produzir desde Estocolmo (1972), passando pelo Rio onde, após identificados e reconhecidos alguns dos problemas ambientais que afectam a Humanidade, é lançado o desafio a todos os cidadãos, colectividades, empresas e instituições para que assumam responsabilidades partilhadas na preservação e na melhoria do ambiente. Ao nível da cooperação internacional têm sido lançados desafios de se aumentarem os recursos que permitam atuar e ajudar no cumprimento das responsabilidades em matéria de ambiente no interesse de todos, sendo que o espaço lusófono tem características culturais, sociais, ambientais e políticas que merecem uma atenção especial e reforço nesta matéria, e onde todos nós temos responsabilidades.

Para finalizar, desejo os maiores sucessos para as reuniões de partilha de experiências que se venham a realizar, assim como a todos os grupos trabalho formais e informais que se irão organizar para a construção do 3º Congresso Internacional de Educação Ambiental das comunidades e dos países lusófonos, certo de que iremos ter continuidade do aprofundamento das temáticas abordadas neste congresso e na criação de laços fortes na comunidade lusófona que possibilitam o desenvolvimento de parcerias e de projetos de cooperação futuros.

Muito obrigado a todas e a todos aqueles que se envolveram direta e indiretamente na organização do 2º Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos para que este se tornasse uma realidade reforçando, uma vez mais, o papel preponderante da Profª Michèle Sato pelo seu labor e pelas respostas que tem dado em prol da Educação Ambiental no Brasil e no espaço lusófono.

Bem-haja a todas as pessoas que participaram no 2º Lusófono, na expectativa de que os resultados da sua participação possam ser registados e divulgados, disponibilizando, desde já, todos os meios disponíveis da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) para que possamos reforçar o campo da Educação Ambiental nas comunidades e nos países lusófonos.

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impulso integral - permacultura




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Oficinas no Centro de Educação Ambiental da Quinta do Passal, Gondomar
  1. QUI, 3 OUT - LAND ART
  2. SÁB, 5 OUT - PERMACULTURA | Inspirar - Usos do Espaço e processos de Design
  3. Sáb, 12 Out - PERMACULTURA | Observar - Aprender com a Natureza
  4. Sáb, 26 Out - PERMACULTURA | Criar - Desenhar Vidas Sustentáveis
  5. Sáb, 16 Nov - Detergentes Ecológicos
  6. Sáb, 30 Nov - Cosmética Natural

Datas: Outubro e Novembro 2013
Horários: Sábados [10h00-12h30] | 5ª Feira [18h-20h30]
Vagas limitadas: 15-20 participantes
Inscrição: 10 €/sessão

Local:
Centro de Educação Ambiental da Quinta do Passal
Rua Clube Naval Infante D. Henrique,Valbom, Gondomar


Deverá realizar a sua inscrição preenchendo este formulário online (clicar aqui), pelo email
ou através dos diferentes contactos indicados no fim do e-mail. A inscrição é validada após transferência bancária para o NIB 003601519910005328011 (Banco Montepio) e envio do comprovativo da transferência para impulsointegral@gmail.com, com o assunto "Oficinas Quinta do Passal" e nome completo do participante.

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...a inspirar vontades


Morada:
Vila Nova de Gaia
Sítio na internet:
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Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto
|Telefone| +351 225 580 048